segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 8

Depois de um inicio de fim-de-semana tempestuoso, o sol saiu à rua e eu sai com ele para concluir o desafio número oito!

Com a carta com o mesmo número, vim de elétrico 28 até São Bento. E a partir do imponente palácio, fiz rumo até à Praça das Flores, alguns metros de caminho.
Sendo Domingo, o comércio da Rua de São Bento encontra-se maioritariamente fechado. Mas durante a semana é um festim para quem gosta de decoração, de clássicos, velharias e reciclagens.


Subindo a partir do Mercado até ao largo, a rua mostra-se animada nos seus cantos de sabores. Geletarias, casas de chá, o quiosque no centro da praça.
encontra-se aqui muitas opções para entrar ou saborear na esplanada, brunchs e outros aconchegos. Neste circulo também é recorrente outras tradições. A de ficar a trabalhar no café. Com várias opções que acolhem desta forma os seus clientes.


Continuando rua(s) fora, para sul, da praça e como ziguezagueando aqui e ali, vai-se acompanhando a dinâmica do bairro da Misericórdia. E de rua a rua avistam-se contrastes, nos edifícios e nas gentes.
Mas o melhor que por aqui se encontra é a luz!
Uma luz que se intensifica no nosso olhar, mas que realça a beleza de tudo o que nos rodeia nesta cidade: o colorido das casas, o verde dos jardins, o azul do horizonte.


Dizem que Paris é a Cidade Luz. Eu discordo. É uma cidade de luzes. Mas a Luz está nesta apaixonante Lisboa.
No largo de Jesus, em descampando observo-a melhor. em meu redor. Em rebate com cada parede. Na distância do horizonte.


Depois de descer até a este largo aqui tão perto e tão longe de tudo. Volto em caminho no sentido inverso e em direção ao Príncipe Real.
Propositadamente não passo neste largo. Continuo na deambulação pelas ruas e ruelas. Sempre de olhos dispostos para cima. à espera sempre de ser surpreendida. E sou.


Chego ao Museu de História Natural e do seu jardim Botânico. Dois lugares a visitar. 
Com calma. Com tempo. E se oportunamente num dos dias em que o acesso ao jardim está em festa. e há muitos dias desses, é só estar atento!


Este passeio terminou, mas muitos desafios ainda nos esperam.

O convite mantém-se! Queres vir comigo no próximo?

Com amor,
Judite <3


domingo, 28 de fevereiro de 2016

Aquele salão de chá...

É um salão de chá.
É-o na forma em que expõe a sua montra, nas cores e nas peças da casa da avó que nos trazem recordações.
É-o no conteúdo da carta, que nos alegra no conforto doas chás, dos bolos recheados e nas empadas fantásticas.
é-o no seu lindo balcão sob os candeeiros de pendentes.
É-o nas jarras de flores e individuais rendados, quais naperons da nossa infância.
É-o.

Mas depois quebra o conceito.
Nos novos sabores e misturas gourmet das tostas e das opções vegetarianas
Nas saladas diversificadas, que muitas avós não aprovariam, mas que são o nosso novo paladar.
Nos frascos de iogurte com granola e frutas que nos fazem começar o dia com energia.
Com os latões pendurados em forma de arte, anúncios luminosos e bandas desenhadas pintadas na parede.

No Tease, entre a Praça das Flores e a Praça de São Bento, sinto-me em casa.
Quer seja para um pequeno almoço, ou outra refeição deliciosa. Quer para acompanhar um trabalho com uma grande chávena de chá ou café.

Aqui misturam-se gentes.
Os que vem em família para a refeição e convívio.
Os que em turismo, passam para aconchegar o estômago do passeio.
Os que vem por a conversa em dia, com os amigos.
E os trabalhadores nada solitários, que de equipamento na mão, montam o seu pequeno escritório nas mesas mais junto à janela.

É simplesmente agradável. E se agrada, é de repetir vezes e vezes. E eu não me canso de o fazer.


Com amor,
Judite <3




Sabores alentejanos na cidade

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Aquela viagem

Há viagens que fazemos por fazer.
Há outras que queremos fazer.
E ainda outras que precisamos fazer.

Em algum momento vamos ter de fazer uma viagem até dentro de nós.
Ir onde nunca fomos.
Explorar.
Encontrar novos caminhos, novas paisagens e novas aventuras.

E quando chegamos ao lugar onde nos propomos ir, ir com uma intenção e foco. Recolher o máximo que conseguirmos de nós. Descobrir a nossa essência.

Importante não esquecer, que como em qualquer outra viagem temos de organizar uma série de coisas, escolher a bagagem que levamos. O que queremos deixar para permitir espaço para as coisas que vamos trazer.

E no regresso, trazer connosco o melhor que pudermos. Não para recordar, mas para usar.



Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O mundo nas tuas mãos

Querer é poder!
Mas é preciso crer para ver...

Tens o mundo nas tuas mãos, por isso:
Conhece-te,
Conhece os teus sonhos e objetivos,
Conhece o caminho por onde vais começar!

Depois... agarra o mundo e continua a viagem!


Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O melhor de mim

"Faça sempre o melhor que puder e nunca terá motivos para se arrepender, em relação a qualquer aspecto da sua vida."

Recebi hoje este "pensamento do dia" na minha caixa de email. Fiquei alguns minutos a pensar sobre ela.
Ironia. Ontem o meu dia terminou com uma reflexão igual.
Enquanto escrevo este texto alguém partilhou "O melhor de mim" da Mariza.

Em tanta convergência. Estes recados fazem todo o sentido. É uma verdade no meu contexto. É verdade em muitos contextos aí desse lado.

Mas ao ler a frase fica a pairar no ar algumas questões:
O que é o melhor que puder?
Quanto de melhor somos e podemos fazer, para que seja verdade?
Esta frase é sempre verdade?

Por vezes encontramos no caminho tantas certezas de estar no melhor. E tantas vezes olhamos para trás e não as vemos da mesma forma. E encontramos em nós a culpa de não termos sido a nossa melhor versão, ou a nossa versão integral.
Quanto há de verdade naquilo que se pode tornar em falta de perdão? Afinal... apenas estávamos a  tentar fazer o melhor que podíamos. Naquele momento!

A vida é um desafio sem fim. São dias que se somam. E o resultado da soma depende das parcelas que lhe adicionamos.
Só há uma coisas a fazer para ter o melhor dela: Fazer sempre o melhor, dia após dia!
Porque o melhor de nós pode estar para vir, todos os dias. E todos os dias com mais um detalhe, com mais vida, com mais da nossa essência!



Com amor,
Judite <3


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

São loucos e são sonhadores

É um dia, ou melhor... é um final de dia de chuva. 
Procura-se um local para conversar e aconchegar rápidamente o estômago, enquanto se troca as últimas novidades, descontrai-se dos projetos do dia ou da semana, com amigos ou colegas de trabalho.

O Agito, no nº 261 da Rua da Rosa. É quase uma segunda sala de estar. E de sala em sala vamos chegando à última. Jardim de inverno que nos abriga da chuva, mas permite-nos viver a sua música.

Quando quero estar inspirada para conversar e trocar ideias ao fim da tarde, este é um lugar onde se acompanha com boa música, se saboreia alguns petiscos em formato fast, numa sala épica de avô culto e colecionador. 
Só precisamos de equipa à mesa e ideias a flutuarem, neste espaço que nos desperta mil e uma curiosidades-

Somos transportados para um ambiente made in Sherlock Holmes, a desvendar conversas e curiosidades, entre a fumaça no ar.
Aqui predomina a frequência por um público hipster e debatem-se intelectualidades à mesa.

E no meio desta alegre algazarra encontramo-nos num lugar acolhedor, mesmo nas noites mais desarrumadas do Bairro Alto.

Se estás de passagem e queres sentar um pouco para conversar, acompanhado de uma bebida mais tradicional e petiscos do mundo, é um porto seguro.


Com amor,
Judite <3

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Não esquecer de...

Esta semana numa loja Natura fui presenteada com algo surpreendente.

Uma coisa que muitas vezes pode ser visto como um recurso sem importância. Algo para usar só uma vez, colocar tralhas, ou até lixo. A mim, fez dar um gritinho de entusiasmo, quando a colaboradora da loja pousou em cima do balcão.

O saco para trazer as minhas compras!

Um saco fantástico, que sem ter algo na forma, no material ou no design, trouxe uma mensagem poderosissima. O que não podemos esquecer para celebrar a vida.
Poderia ser apenas uma check list de coisas sugeridas para marcar a nossa viagem. Mas é mais do que isso é uma poderosa lista de pequenas coisas para a celebrar.

Eu tenho a minha própria lista de sonhos e desejos. Alguns que até vou partilhando aqui convosco no dia-a-dia do blogue. No entanto, achei fantástico este empurrãozinho. E tenho de partilhar!

Cada linha me faz sentido e coaduna com a minha paixão por viver, por isso reproduzo-a na forma como nos é sugerido fazer:

"NÃO ESQUECER

Ver o nascer e ver o por do sol no mesmo dia,
Oferecer flores,
Rir de ti próprio,
Permitir que o corpo acompanha a sua mente,
Perder o pudor dentro e fora do duche,
Visitar os sete continentes,
Aprender outro idioma e ensinar o seu no estrangeiro,
Perdoar como os bravos sempre perdoam,
Experimentar sem receios,
Não pretender a reforma,
Correr contra o tempo,
Confessar algo surpreendente,
Dormir bastante e começar a ter sonhos,
Entrar numa festa sem convite e aproveitar ao máximo,
Gritar num bar "a próxima rodada pago eu" e cumprir a promessa,
Fazer amor onde normalmente nunca o faria,
Correr à chuva sem roupa,
Viver sem internet 24 h e que não seja por falta de cobertura,
Conquistar os seus medos,
Dormir sob as estrelas,
Não comprar bilhete de regresso
Ter mais projetos que recordações,
Saber quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha,
Alcançar o topo em todos os seus projetos,
Amar muito e bem."


E tu? Que coisas não podes deixar de fazer nesta aventura que é a vida?

Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 7

O sétimo desafio das 52 semanas foi concretizado com uma semana de atraso, mas sem desculpas!

O prometido é sempre é devido, por isso... rua fora, num Domingo solarengo, mas cheio de sono.

Num dia lindo para passear Lisboa, comecei o meu passeio baseado na carta nº 12 e na Baixa Pombalina, na Rua do Carmo, mesmo por baixo do passadiço do Elevador de Santa Justa.

Desci saltitante, as escadas para furar entre a fila de turistas, sempre infinita a aguardar a subida do elevador.

Estou na rua Áurea. Só quem desce esta rua em direção ao rio, consegue perceber o brilho que esta cidade tem. O reflexo do sol nos imponentes edifícios que rodeiam estas avenidas.

Na Rua da Conceição, esgueiro-me à direita, até à praça do Município.
Também rodeada de edifícios imponentes, e em alguns dias cheios de vida. Hoje muito sossegada. Sempre com colunas, ombreiras e janelas vibrantes na mira dos nossos olhos.


Estamos muito perto da Praça do Comércio ou Terreiro do Paço, como preferirem chamar.

Aquilo que mais se tem em consonância é a imensidão deste campo, cada vez mais rodeado de fantásticas esplanadas.

A desaguar no rio e na pequena e fingida praia, mesmo no meio da cidade.

Aqui sossegam-se passeios.
Abrem-se braços ao sol. 
Beijam-se apaixonados. 
Riem-se e cantam os enamorados pela vida.


Fazer a praça nos dois sentidos, dá-nos duas visões tão opostas.

Uma da imensidão do azul, que à direita se prolonga a alguns símbolos da cidade: a Ponte e o Cristo do outro lado.

E a do regresso, a visão sobre a colina do castelo, o do São Jorge, sob o Arco que nos leva à Rua Augusta, de quem partilha o nome.

Por baixo das arcadas que antecedem este ícone, estendem-se nos dois sentidos mesas com artesãos que expõem e vendem a sua arte.
Aqui já me apaixonei por muitas peças. Neste dia resisti. Tenho no destino final deste passeio um sítio que aguarda pra comprar outras coisas.

Depois de atravessar o arco, sigo pela direita, até à Rua da Madalena.
Daqui, rodopio pelas ruas, num vai e vem, de cabeça erguida a apreciar janelas e varandas.

Encontro a loja Silva e Feijoó, onde paro para me deliciar uma vez mais. Tantas são as vezes que paro à porta para apreciar a surpresa que nos aguarda lá dentro.

Subo, a também animada, Rua dos Correeieros até à Praça da Figueira.


Nesta Praça, de onde partem a todo o instante eléctricos cheios de gente.

Onde circulam a todo o instante pessoas apressadas.

Onde o Castelo nos vigia, mesmo no alto da colina.

É também lugar de paragem. De quando a quando, com as suas feiras de produtos de outras Terras de Portugal.

Aqui vive-se o campo, a serra, o artesanal. Tudo em forma de sabores que queremos levar no saco.

Aqui não resisto a pãezinhos, doces e rebuçados artesanais.

Mas há muito mais, para outros paladares.


O passeio está a chegar ao fim.
O Rossio fica do outro lado de uma fila de edifícios.

A partir do corredor que se abre de uma praça para a outra, surge nos meus olhos outras belezas da cidade. Não existe ponto onde o olhar se esgueire, que não seja beleza para apreciar.

Quase que podemos jogar àquela brincadeira da infância, em que rodamos, rodamos, rodamos... mas em vez de ficarmos tontos, temos mil e uma maravilhas para adorar.


Como Lisboa é linda e apaixonante!
Como é luminosa!
Como me faz apaixonar todos os dias que piso esta calçada!


Com amor,
Judite <3







domingo, 21 de fevereiro de 2016

Dá mais coração!

Quem anda pelas ruas de Lisboa, muito provavelmente já se deve ter deparado com as grades vermelhas, de 4 dimensões, que completam entre um coração e quatro letras, a inscrição "<3 LOVE".

Quem anda pela web, muito provavelmente já terá visto, numa ou noutra ocasião uma fotografia de alguém com esta obra como cenário.

Mas quantos sabem o que significa esta obra, itinerante, que tem circulado por vários locais icónicos da cidade?

A verdade por de trás desta obra é muito bonita, mas também triste. Existe uma jovem que morreu a dançar e uma família que preservou a sua alma generosa e cheia de vida.

E... cada vez que compramos um destes cadeados com um coração onde podemos deixar a nossa mensagem, estamos a contribuir para a sobrevivência de outros corações.
E... por pelo menos 3 euros, podemos colocar a nossa mensagem nesta obra, sorrir e tirar algumas fotografias.
E... algures em Moçambique, uma criança que sobre de problemas cardíacos está à espera da nossa contribuição, para que possa ter o seu o coração a bater, e, quem sabe, um dia estar também a usufruir de umas quantas diversões e fotografias com os amigos.

Convido-vos a conhecer a história do movimento e da Daniela, num pequeno documentário dedicado a estes corações.

É mais uma história a que não podemos ficar indiferentes.
É mais uma soma de coisas simples que fazem diferença!

"A vida é dar... a vida é bela!", dê um pouco de si! desta ou de outra qualquer forma...

Sabe mais em http://www.demaiscoracao.com/
Com amor,
Judite <3

sábado, 20 de fevereiro de 2016

A soma das coisas...

Há coisas simples que podem ser simples para toda uma eternidade.

Há coisas menos simples que podem ser menos simples para a mesma eternidade.

A dependência das coisas simples pode trazer uma subtileza na tua vida. Mas ser uma orquestra que não pode tocar a sinfonia que move o teu coração.

As coisas simples podem ser belas.
As coisas simples podem fazer-nos sorrir.
As coisas simples podem tocar o nosso coração.

As coisas simples podem acontecer de uma tal forma com se a simplicidade não estivesse lá. 
Mas as coisas simples são impacto quando entrelaçam, como quem entrelaça as mãos.

E a soma das coisas simples, pode nos arrepiar da alma ao coração.
Por isso, soma as coisas simples e vibra no mundo que juntas te proporcionam.

Cria o teu mundo de descomplicação. 
Um onde estão as coisas que tu e só tu queres e precisas.
Um, onde possas sentir o que que tu e só tu queres e precisas.

Faz somas, mas faz somas sem complicação!


Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A certeza da incerteza

Seria mais fácil ter garantias de tudo.
Conhecer os passos seguintes.
Ler os pensamentos das pessoas que passam ou estão nas nossas vidas.

Seria mais fácil. Mas não seria um entusiasmo.

O fator surpresa da vida é o nosso impulsionador do sucesso. Seja o que isso for. Um sucesso conseguido com gosto, prazer e amor próprio.

Aquele vencer o friozinho na barriga.
As dúvidas na nossa cabeça.
A ilusão e a desilusão da expectativa e daquelas que sendo não concretizam.

Quando nos permitimos acordar de manhã com incerteza do percurso do dia, mas com os braços abertos para a vida, tudo será surpreendente.
Poderão haver coisas espectaculares, outras menos boas. Muito riso e algumas lágrimas.

Mas chegar ao final do dia e deitar com satisfação e agradecimento por mais uma oportunidade, é um balanço incrível.

E que esse dia, tenha sido um dia de novas coisas, pessoas e conhecimentos. E tendo ou não sido, que no dia seguinte, estejamos agradecidos novamente.
Uma nova oportunidade de passar tudo de novo: a incerteza!

O importante é sair para a rua, todas as manhãs cheia de boa energia.
E tudo o que é bom acabará por acontecer. Mesmo que por vezes não consigamos reconhecer o seu valor. Mesmo que a revelação aconteça muitas histórias e aventuras depois.

Temos um mundo de descobertas e vivências à nossa espera.
Deixa-te surpreender!



Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A fórmula da repetição

Há uma música do James Blunt que ponho muitas vezes a tocar quando preciso de pensar em certas questões do meu dia a dia.

"Same Mistake" faz-me ter presente algumas coisas das quais sinto necessidade de refletir. Para mim,  devemos reconhecer os nossos processos, para podermos fazer melhor numa nova oportunidade. Porque  somos seres de repetição.
Porque somos seres com dificuldade em gerir decisões.
Porque somos seres com pretensões que muitas vezes não produzem o resultado que queremos ver acontecer.

Vivemos muitas vezes angustiados com as nossas próprias escolhas. Com o caminho que em algum momento nos propusemosa trilhar. Um caminho para o qual havia tantas outras opções.
E muitas vezes replicamos o erro. E replicamos sem a percepção plena de que o fazemos.

Se é verdade que a repetição é a fórmula para a perfeição, é preciso parar e olhar quais os nossos comportamentos que estão a ser repetidos.
Se é bom, óptimo! Se queremos outras coisas, vamos reformular.

Mas como reprogramar? O segredo pode estar em novas repetições. Hábitos reformuladoss dia após dia.
E se aquilo que queremos obter está dependente destas novas repetições, teremos de ser honestos nesse processo para ter os melhores resultados.

A ruptura com as nossas amarras, aquelas que nos fazem recapitular as histórias, é um caminho para uma libertação.
A libertação interior.
Mais do que isso: a definição do risco que estamos disponiveis a correr com as nossas escolhas, quanto estamos preparados para receber de volta o fruto que elas nos dão.

Permite-te repetir!
E se queres novas coisas: repete a disponibilidade para viver novas oportunidades todos os dias!


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A tua viagem

Quando nascemos embarcamos numa aventura.
Primeiro, numa que ainda não é verdadeiramente nossa, na qual não podemos fazer grandes escolhas.

Depois, vamos experimentanto e testando, aqui e ali. Começamos a apontar no mapa as nossas rotas.

Mas há um dia em que chegamos à plenitude de sermos nós a pegar nas malas e partir.

E podemos escolher entre ficar, andar por aqui, ou ir!
Ir numa aventura sem fim.
Ir numa aventura em que somos os navegadores pioneiros.
Ir de escolha em escolha naquilo que é importante no aqui e no agora.
Ir com a certeza que na bagagem está algo guardado para depois.
Ir com um foco.
Ir com um objectivo: nós mesmos!

A vida é uma aventura e tem uma companheira de viagem: a felicidade.

Num trabalho em equipa, ambas vão com certeza passar por um lugar: o auto-conhecimento.
E este retiro será o ponto de partida para mais umas quantas jornadas.


Com amor,
Judite <3

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Há dias...

Há dias em que a energia se esgota.
Há dias em que a euforia se esfuma.
Há dias em que o furacão se desvanece.

Há dias, em que o sossego no coração é tão grande, que tudo parece estar bem.
Que tudo parece não acontecer, acontecendo.

Simplesmente há dias, em que a mente está tão sossegada... que parece que não existem pensamentos.
Simplesmente há dias, em que os pensamentos são tão teus... que ficam sem um sentido para a partilha.

Há dias em que apenas temos de chegar e ficar.
E ao desligar de tudo o resto, usufruir do melhor que esse dia te dá.

Às vezes apenas temos de fazer uma pausa.
Olhar para o que já foi concretizado. E celebrar a conquista!

E no momento seguinte, entrar em modo restart, e conseguir mais uma dúzia de vitórias!



Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Real and spicy

Chiado, Largo Rafael Bordalo Pinheiro, final de uma manhã chuvosa de Sábado.
Entro no número 29, ainda sem ocupantes para o almoço.

O som que ecoa no espaço combina com o dia.

Enquanto flutuo nos pensamentos e nas letras das músicas dos BeeGees. Aqueço-me com um café de cereais que me relembra os lanches de pão torrado com manteiga em casa da minha avó materna.

Ouvi muitas vezes o meu pai repetir, nos nossos passeios de Domingos chuvosos, que a melhor banda sonora para os dias de chuva era esta.
Ao som da mesma colectânea que ouvi vezes sem fim, a minha companheira de aventura, a minha irmã, relembra comigo estes episódios.
Rimos saudosas da infância, mas também do sonho de irmos a São Francisco, ainda arrumado na lista do "to do".

Brincamos as duas com estas memórias. Entre outras graças deste sitio.

Sempre que entramos aqui no café, acabamos por provar alguma coisa que nos deixa de curiosidade aguçada na leitura da carta. Hoje foi a vez dela pedir um spice macchiato. Além do picante do paladar acompanhou com uma estranha e enorme malagueta, que deu origem a mais risos e brincadeiras.

Este lugar é óptimo para descontrair em sabores e ocasiões, rodeados de um ambiente decorado com charme.

É um lugar para qualquer horário ou refeição.
É um lugar para horas de tagarelice barulhentas do pequeno-almoço ao jantar nos fins-de-semana.
É um lugar só par a vir beber uma bebida quente no aconchego da esplanada interior sempre aquecida
É um lugar para um copo de vinho a dois.
É para os dias de chuva ou para os dias de sol.
É um lugar para um café com um livro ou para por emails em dia durante a semana. E ainda acompanhar com uma fatia de bolo de chocolate e ainda gulosar com uma bola de gelado de baunilha.

Sempre em surpresa de sabor, um petisco de outros lugares também é bem vindo.



Se estiveres ali pelo Chiado... entra e experimenta.

Com amor,
Judite <3

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Valentine's day

A origem deste dia não é nada abonatória ao romantismo. Na verdade São Valentim é um Mártir e como tal, teve um fim trágico. E este é também o dia dele.

Mas é incrível capacidade que o ser humano tem de sobrepor coisas boas naquelas que queremos esquecer. E esta característica fantástica é tão boa, que só por esta capacidade espantosa vale a pena falar sobre o dia.

Aquele que é intitulado e publicitado como o dia dos (e)namorados, tem cada vez mais visibilidade. A comercial e a da partilha.

Se hoje especialmente todos falamos de amor, é preciso lembrar:

Amar é todos os dias!
Amar é primeiro amar-te a ti!
Amar é partilhar esse amor!


Com amor,
Judite <3

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Efeito Borboleta

Hoje tinha uma agenda bem preenchida de coisas para fazer. Programadas como um puzzle.

Vou terminar o dia com muitas delas por fazer. Em troca tenho o coração deambulante sobre tantas questões que me ficaram, outras que se esclareceram. Claro, não fosse esta a surpresa da vida, muitas ainda por responder.

Há poucas horas atrás cheguei a casa. Ia sentar-me para por alguns emails em dia, organizar algum trabalho, e claro escrever para vocês sobre um tema que vai ficar para outro dia.

Mas tudo mudou quando liguei a televisão. Um gesto que mudou a minha tarde. Um gesto que colocou a rodopiar algumas questões e respostas que já traquinavam na minha cabeça.

Habitualmente sento-me no lado direito do sofá, junto à janela, chávena de chá ao meu lado e o PC no colo sobre a minha manta da inspiração. Ponho a tocar a playlist sem ordem, e fico-me a divagar na escrita das minhas linhas e projetos.

Hoje sentei-me do lado oposto. Liguei a televisão, encostei a cabeça alguns minutos e adormeci. Devo ter dormido pouco menos de uma hora, mas acordei com a sensação de estava noutro dia, com outros planos, noutro momento.

Enquanto lutava ensonada para me situar, fui abanada pela épica abertura da 20th Fox movies. Fui ficando no mesmo lugar, mais 5 minutos, e outros 5, e tantos 5 que já não podia deixar de envolver pela história que me foi transportando para outras emoções.

O filme "The Fault In Our Stars", cuja história não é a que escrevo, é recomendável para pensarmos sobre algumas questões. Hoje coloco algumas questões que às vezes parecem tão triviais.




Existem tantos momentos que pela prateleira das trivialidades descuidamos em nós. Mas tantas mais que descuidamos nos outros.
De lhes dizermos simples coisas que nos vão na alma.
De um abraço descomprometido.
De um olhar de encorajamento.

É verdade que também devemos estar no centro da nossa atenção. E que devemos ter um trabalho sobre nós que nos permita estar e ser.

Mas esse trabalho só faz sentido se for verdadeiramente partilhado com o mundo.
Porque caso não ocorra ficarão sempre questões por responder.
O que estamos aqui a fazer?
Qual a marca que queres deixar ao mundo?
Qual a energia e o impacto que queres ter nos outros?
Quanto é que queres valer? E a que custo?

Precisamos de definir bem o quanto e quando queremos ter sucesso nas nossas ações, para as pode alcançar.
Só assim saberemos se estamos no caminho ou se já chegámos à meta.

Precisamos de definir bem aquilo que queremos obter depois de alcançar essa meta. E como vamos viver com isso.
Só assim saberemos se alcançar será realmente bom para nós.

Precisamos de definir quem somos.
Só assim saberemos se alcançar será coerente com tudo o queremos deixar de marca para o mundo.

As boas opções do agora podem ser menos boas daqui a pouco. Mas será uma escolha nossa. E é nisso que a nossa oportunidade de ter escolha consiste. Temos esse poder em nós.

Tudo complica quando pensamos num outro poder que também temos. O poder do impacto.
Qual é o impacto que queremos deixar no nosso caminho? Nos vários caminhos que percorremos?
Será que o que recebemos em alguns momentos, com algumas escolhas, compensará o impacto que vamos deixar com as nossas ações, no mundo?
Será que aquilo que para nós é uma pequena perturbação circular na pedrinha que atirámos ao lago, possa ser um Tsunami na vida de outra pessoa?
E quando o Tsunami passar? O que deixamos: oportunidades ou destruição?

A vida é uma surpresa.
Somos constantemente aliados das nossas intenções.
Somos constantemente desviados dos nossos planos.

Cabe-nos a nós saber se e quando queremos entrar na carruagem desenfreada, estender a toalha na areia da praia, deambular pela cidade ou correr sob o sol de primavera num jardim.

Mas quando o fazemos temos de ter coração e alma.
Mas quando o fazemos temos de ter humanidade em nós.

Façam o que fizerem, façam-no com consciência no coração.
Digam o que o disserem, também!


Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Uma hora medieval

Quando passamos na Rua de São Julião, passamos muitas vezes alheios ao que se pode encontrar no interior do n.27.

Depois de passarmos as portadas de madeira, estamos na Taberna os Trobadores. E viajamos no tempo.

Entramos na cave escurecida pelas abóbodas e madeiras pesadas, pelo chão de madeira e a grande lareira.

Zagueando entre as mesas, ao rigor das fatiotas os simpáticos taberneiros, somos recebidos com uma carta tábua espirituosa, quer na escrita, quer na oferta.

 Aqui respira-se o espirito aos sons que nos remetem para épocas longinquas. Por vezes animado com música ao vivo.

Nesta taberna tudo nos encanta.

Se for apreciador de cervejaas ainda encontra um mundo mágico de sabores para experiemntar. Mais comerciais ou artesanais. Estrangeiras ou ortuguesas. A lista de cervejas disponiveis é interessante.

Diga qual a preferência do seu paladar, e seja surpreendido pelo conselho do taberneiro.

Se não for, existem outras e muitas outras coisas para experimentar.

E para acompanhar, desde o humildes tremoços, bem temperados, às tibornas ou às telhas (tábuas) recheadas de sabores portugueses.

Ideal para um final de tarde, ou uma noite diferente. Uma aventura distante, mesmo no centro da cidade.



Boa viagem no tempo!

Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Podes ter raízes e asas

Partimos sempre de algum lugar. O nosso coração tem sempre uma casa.
Vamos sempre para algum lugar. O nosso coração pode vaguear como uma nuvem.

Os nossos valores dão-nos as raízes. 
Estrutura e essência que precisamos para sermos nós e só nós.
Valores que a nós apenas cada um poderá ditar a si próprio. Num sentimento honesto.

Os nossos sonhos dão-nos asas. 
E essas asas elevam-nos além do que nos é dado. Transportam-nos à luta e à concretização. Empodera-nos a estar lá, onde só nós sabemos e queremos estar.

Não tens de ter uma coisa ou outra. 

Quando sabes o que és e onde podes estar, tens o poder de teres raízes e teres asas. 
E usares cada uma delas com sabedoria, mas também audácia.

Alimenta as tuas raízes e fortalece as tuas asas!



Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 6

O sexto desafio das 52 semanas foi concretizado ontem, terça-feira de Carnaval.

Para este passeio tive a agradável companhia. Agradeço desde já ao Eros as horas fantásticas, que mais do que num passeio animado, uma conversa energética.

Entre ruelas, história e fado, o tema do passeio foi todo ele cultura. Muita cultura e vontade de a dinamizar nesta cidade tão pronta a receber coisas novas.
Num instante, embalados pela energia das palavras saímos do Mercado de fusão, atravessámos a Mouraria e chegámos A Alfama, ao Museu do Fado.

Pelo caminho fomos frequentemente surpreendidos. Como só aqui pode acontecer.

Estes bairros que de tão típicos e históricos, também transbordam de novidades, das gentes e das coisas, dão-nos uma nova paixão em cada canto.

Começando pelo mercado dos sabores, onde se fundem as cores, aromas e paladares do mundo.
Onde se juntam povos, os que cá habitam e os que estão de passagem. 

Neste Mercado, com o nome de Fusão é frequentemente oferecido uma dinâmica de atividades culturais, que podem ser celebradas também à mesa. Estas, estão aqui todos os dias, prontas para serem palco de deliciosas refeições.


Subindo pela Mouraria em direção ao Castelo encontramos cantos e recantos. Nas ruelas que transbordam a arte, a da rua, a que se vende, a que vem do passado, a do Fado, a da história.
E a que renasce em novas técnicas e ensaios.


Estas ruas contam por si.
Depois da subida da Mouraria à Costa do Castelo, começamos a descer em direção a Alfama. Com o rio sob o olhar, o horizonte sempre azul inspira-nos.
E vamos, flutuando no desperto do nosso olhar.
Espreita-se pelas portas,
Lê-se nos letreiros.
Aqui respira-se fado. O dos símbolos e o do som que flutua nos caminhos estreitos.


A viagem termina no icónico museu. Aquele que conta toda esta história, entre quatro paredes.

Por esta semana, mais um desafio cumprido. Mas brevemente teremos o próximo!

Com amor,
Judite <3




terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Deixa sempre algo de ti...

Quando passas na vida de alguém deixa uma parte de ti.
Não deixes nada que não possas deixar.
Deixa a tua alegria.
Deixa a tua vontade de viver.
Deixa a tua energia.

Podes fazer a diferença, seja ela criares nuvens de algodão, ou a realidade extrema de quem está presente.
Seja o que puderes deixar, deixa o melhor de ti.
Mas não leves sempre em troca, se não valer a pena, deixa apenas ficar.


Com amor,
Judite <3


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A melhor sala de jantar da cidade

Noites quentes, sejam as de Verão ou alguma menos fria no Inverno, podem significar usufruir da cidade naquilo que melhor tem para oferecer.

Lisboa à noite tem cantos e recantos fantásticos e que merecem ser usufruídos. Com outra atenção, pela natureza do seu encanto que se diferencia nas várias horas da cidade.

Gosto particularmente de um lugar. Um que encanta os de fora e os de cá. Um que encanta e é cenário a cenas românticas de telenovelas, um que encanta de dia, mas também de noite,

O miradouro de São Pedro de Alcântara é uma sala de estar para um qualquer horário.

Se pela manhã cedo, usufruímos do seu sossego para um streching entre uma corrida,
Se na hora de almoço  podemos acompanhar um livro com os sons de uma cidade tão próxima, mas tão longe a correr lá em baixo,
Se no final da tarde, vibramos com as cores e a luz da cidade
Se no final do dia sentamos em conversas,
esta sala de estar também pode ser uma sala de jantar.

Por aqui perto nã faltam opções de take away, e nada melhor que comprar comida para levar, que sentar numa sala com uma vista esplendorosa sobre a cidade.

Lá em baixo, na avenida (da Liberdade), saltitam os sons entre músicas animadas nas suas esplanadas, qual banda sonora de um animado jantar entre amigos, ou até para um momento apaixonado a dois.

Não tarda são horas de Bairro (Alto), horas da azáfama começar a circular por aqui, entre subidas e descidas do Cais (do Sodré) até ao Príncipe (Real).

Pela hora do jantar, respira-se a agitação q.b. para uma excelente refeição.

Na próxima noite quente, experimenta esta sala de jantar! Vais adorar!


Com amor,
Judite <3


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Sempre o melhor de nós

"Quem sou eu?" 
Consegues responder com clareza quando te colocas esta questão?

Às vezes deixamos de conseguir dar uma resposta.
Às vezes a resposta dada não é sentida.
Às vezes o que vemos não corresponde ao que sentimos.
Às vezes não reconhecemos a imagem de nós próprios.
Às vezes somos tudo o que sabemos de nós.

Por vezes não reconhecemos a imagem no espelho, estamos com um desconhecido em nós. 
Aquilo que fazemos transforma-nos no que somos. E com descuido passamos a ver a outra imagem. 

Cada coisa que pensamos ou pomos em prática é um pedaço de nos. Determina o nosso caminho. É a nossa história.

Por isso, quando estamos na imagem real de nos próprios tudo é mais fácil, mais sincero, mais real.

O que fazemos pode elevar-nos a alma ou estrangular o corpo. Bom ou mau, somos resultado das nossas ações, do nosso sítio, dos nossos pensamentos.

Se um dia deixas de ver a imagem que esperas no reflexo, procura-a e coloca-a no sitio.

Somos vida. Somos emoção. Somos sentidos.  

Tudo o que fazemos deve vir de dentro de nós. Porque só assim será inteiro!


Com amor,
Judite <3

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Desafio 52 semanas - semana 5

Hoje foi o último dia da quinta semana do desafio (podes ler mais sobre o desafio aqui). Por muitas razões, este desafio teve de ficar mesmo para a reta final.

Começo por agradecer aos seguidores atentos, que durante a semana foram perguntando... "então, o vídeo desta semana?", ao que eu respondi sempre: "calma, a semana só termina no Sábado!".

Fiquei muito satisfeita com tamanho feedback, mas também senti crescer a responsabilidade destes vídeos semanais.

Esta semana perdi-me em tantas fotos que vos quero mostrar. Esta semana também perdi o som dos vídeos que relatei sobre o passeio. Mas espero compensar com as imagens.
O passeio da carta 16, vai ter uma grande parte dedicada ao Castelo de São Jorge, e outra ao restante percurso, muito mais pequeno.

Para mim visitar o Castelo de São Jorge é sempre surpreendente. Um novo detalhe surge de um canto da construção ou da vista fabulosa a partir do alto desta colina.

Daqui temos uma vista surpreendente sobre a cidade, em todo o seu redor. Perdemos a vista no horizonte marinho, ou na dimensão da cidade.
Perdemos a vista entre o velho e o novo.
Entre a história e o presente.
Entre gentes de cá e de lá.

A entrada no castelo é paga para os de fora, mas para quem reside em Lisboa, com a apresentação do comprovativo de residência, tão simples como o nosso cartão de cidadão, permite-nos obter um bilhete grátis e entrar pela magia.

Para os restantes, vale a pena o investimento. São horas de prazer arquitectónico, paisagem e espaços de brincadeiras.

Entre os espaços exteriores de fazer viajar no tempo, no interior um museu completa a história das coisas.

Aqui também doemos carimbar o nosso carimbo do LisboaPassaport, para quem o tem, e guardar de recordação o dia que aqui estivemos.

Vai e perde-te neste mundo encantado que um dia teve reis e princesas.


E depois, faz a descida até ao rio.
Espreita as ruínas do museu do Teatro Romano, delicia-te com a arquitetura imponente da sé, e termina ao largo do rio, no Terreiro do Paço.



Bons passeios!

Com amor,
Judite <3


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Um café... na fábrica

É uma casinha acolhedora, qual casa da avó, com os retoques floridos, mobiliário gasto mas cuidado e berloques entre livros.

Da cozinha saltam aromas, nas montras de bolos e salgados tudo é apetecível.

E desta casa da avó, acolhedora na sua sala de refeições, estende-se a vista para o pátio de mesas corridas e bandeirolas ao vento. 

Aqui juntam-se solitários nas suas escritas, casais enamorados, passeantes num momento de pausa e famílias em animada conversa.

A espera pelos pedidos é ao ritmo da casa. Calma, mas que cada momento de prazer sobre p espaço circundante compensa.

Para boas manhãs que se possam estender, ou um lanche de fim de tarde sem pressas, o Café da Fábrica, logo na entrada do Lx Factory, merece uma visita.

Deliciem-se!

Com  amor,
Judite. <3

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Porque sim!

Faz alguns anos que decidi que não ia escrever sobre ideologias de opinião pública controversa nos meus blogues.

Hoje por algo que me tocou o coração, vou quebrar esta regra.

No meu primeiro blogue, há 12 anos atrás, centrava-me muito sobre a defesa de um modo de vida vegetariano. Partilhava artigos, vídeos e cosias que mais por uma causa que defendida com unhas e dentes, e pela qual tinha necessidade de gritar ao mundo.

Sempre que me deparava com a necessidade de dizer a alguém que não comia carne, seguia-se um interrogatório, qual criminoso no banco dos réus. E eu retaliava. e ficava cansada com isso quando só queria viver na minha opção.

Com o tempo, passei a viver os meus valores para mim, com a medida que me trás conforto.
Perante as mil e umas perguntas de "Porque é que não comes carne?", passei a responder "Porque sim!".
E para questionadores mais insistentes, comecei a devolver um "porque é que tu comes carne?".
Entre estas duas respostas, a minha opção tornou-se mais tranquila.

Ontem, passado algum tempo desde que alguém me tivesse colocado essa questão, voltei a ouvir a pergunta.

A verdade é que a minha indiferença é relevada para algumas pessoas. Que pela forma como demonstram algum interesse pela questão, podem ouvir uma resposta mais assertiva.

Quando ouvi as "palavras mágicas", de forma serena, viajei no tempo.
Viajei para a fotografia épica de quando mal sabia andar e vibrava com os animais à minha volta.
Viajei para a minha infância na casa dos meus avós.
Para os coelhinhos que segurava no colo e apertava com todo o amor.
Os patos para os quais arquitetava planos de um super lago e insistia com o meu avô para os concretizar.
Para o leitãozinho que amamentei de biberon porque era o mais frágil da ninhada esfomeada.
Entre tanta outra bicharada e aventuras.

Depois da viagem de ontem, hoje recebi a partilha de um vídeo maravilhoso e peseei emocionada: como isto resume tudo.

Esta minha opção não a vendo ou obrigo a qualquer outra pessoa.
É a minha opção, porque me faz sentido.
Mas mais do que isso, a razão vem de amor.



Com amor,
Judite <3


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Obrigada!

Sorriso rasgado, coração quente, mente em emoção.

Sento-me com banda sonora no fundo, e remeto-me num transe meditativo. Um sentimento misto de ansiedade e gratidão preenchem-me o coração.
E o sorriso cresce cada vez mais.

Pelas pequenas coisas,
Pelas pequenas oportunidades,
Pelas pequenas portas,
Pelas pequenas entradas,
Pelos pequenos passos.

E no que isso se torna?

O detalhe do pequeno é que se pode tornar tão grande que nos arrebata.

Um mundo de coisas por que sentir grata! E esse mundo é tão grande que deixa de caber no coração.

Dia após dia, quero estar aqui a dar o que de melhor posso sentir e partilhar.

Não pode haver maior gratidão do que a que devolvo às mensagens e telefonemas que recebo em troca desta partilha.
Não pode haver maior gratidão do que a que devolvo às sugestões que recebo para que este blogue seja cada vez mais de todos nós.
Não pode haver maior gratidão do que a devolvo ao questionamento (e cobrança), por ainda não ter publicado o desafio 5.

Obrigada a todos os que tem estado desse lado!



Com amor,
Judite <3

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O dia do nada... o dia do tudo

Existem dias que saímos de casa cheios de sonhos e desejos.
Pessoalmente, acordo de manhã com uma imensidão de coisas que levo para a rua.

Uma lista interminável de tarefas, missões e ambições. E tento todos os segundos dar um passo à frente. Ir riscando coisas da lista.

Há dias que a check list volta sem um único visto. Mas volto sempre com algo mais.

Quando estamos atentos ao que se passa lá fora, há uma imensidão de novas coisas.
Quando estamos atentos a novas oportunidades, há uma imensidão de coisas que voltam connosco.

A verdade é que as coisas não acontecem por sorte ou destino.
As coisas acontecem porque nos damos, porque recebemos. Porque a disposição de dar e receber assim permite: recolher o que queremos.
Mesmo que por vezes não seja no plano delineado.

Queres alguma coisa?
Sai para a rua e leva duas coisas: querer essa coisa, e estar disponível para que ela possa acontecer.



Com amor,
Judite <3




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Os fins que são começos

Pode ser difícil escolher entre uma coisa ou outra, entre estar num lugar ou noutro, entre uma sobremesa ou outra.

Pode ser difícil escolher entre todas as coisas que queremos fazer e o tempo que temos ou o dinheiro que dispomos.

Há escolhas que podem ser difíceis de fazer.

Quando se trata da vida, ela encarrega-se de nos ajudar com algumas escolhas. 
Dá-nos empurrões, cria-nos surpresas. 
Cria caminhos completamente alternativos e inesperados. 
Faz com que pessoas entram e saiam das nossas vidas.
Faz com coisas aconteçam dentro e fora de nós.
Por vezes achamos que fizemos um mau caminho, uma má escolha.
Por vezes achamos que só poderíamos ter escolhido aquilo. Que foi o melhor que pudemos fazer.
Por vezes temos a certeza que algum acontecimento foi o melhor. E foi naquele momento ou para sempre.

Hoje dedico a minha introspecção a uma amiga muito especial. Na proximidade do aniversário do dia em que nos conhecemos. 
Este foi um ano muito especial.
Arrebatou ao entrar na minha vida. Já rimos e já chorámos. 
Já segurámos a mão uma da outra. De felicidade e de apoio.
Trouxe luz a algumas questões. Trouxe força quando me senti cansada. Trouxe amor quando precisei de claque.
Uma claque muito importante. Aquela claque que dá uma força sem fim. Aquela claque que nos faz ganhar o jogo.

Hoje ela disse-me o tudo o que de bom que lhe pude dar durante este ano.
Hoje ela disse-me o quanto me quer continuar presente na sua vida.
Pela emoção do momento não pude retribuir. Retribuo agora esta homenagem.

Ao que a vida nos trás (e nos leva). E o quanto pode ser enriquecedor para ser quem somos. 
Tudo o que pode ser um fim, pode ser também um começo.

E o resultado de viver é o encadeamento fantástico entre saídas e entradas. Entre entradas que deixam marcas. E marcas que ficam para sempre.

Numa só palavra: Obrigada!



Com amor,
Judite <3