quinta-feira, 31 de março de 2016

Super ação

Quando temos um grande objectivo em mente, temos de ser firmes quanto aos passos que queremos, podemos e temos de dar.

Não é fácil cumprir um objectivo maior que o alcance do nosso nariz se não existir persistência.
Mas antes de tudo isso, de existir uma descrição concreta do que queremos atingir e de como o vamos fazer.

Temos de delinear para partir para a ação. E essa, não será uma qualquer atividade, tarefa ou detalhe.

Muitas vezes esta ação vai ter a palavra super.
Super de intenção.
Super de dedicação.
Super de empreendedorismo.
 Mas o melhor super, é o que se junta fortemente à ação. A Superação.

A superação de contratempos e constrangimentos.
A superação de dependências burocráticas da ação de outros.
A superação de nós próprios. Da energia que precisamos de colocar. Da manutenção do entusiasmo. De não cairmos com o que nos vai tentando derrubar. Aprender sempre e ultrapassar.
E no fim, sobre tudo o que parecia impossibilitar. Conseguir!

Não há concretização sem trabalho. Sem mãos na massa.

Quando vemos um vencedor, vemos muitas vezes o que ele conseguiu.
Muito poucas são as vezes que vemos o que ele se empenhou!

Dedica-te aos teus sonhos. Eles podem exigir esforço. Depois de concretizados, vais agradecer cada minuto!


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 30 de março de 2016

Bem-me-quero

Lembram-se daquela lengalenga de primavera, que despetalando numa flor, íamos saltitando ao som de uma cantiga "mal-me-quer, bem-me-quer, tudo, pouco, nada..."?

Centrávamos uma energia imensa em saber se aquela pessoa que estava na nossa imaginação, nos queria mal, bem, e quanto bem nos queria.

Quando calhava um "mal-me-quer", a tendência para atirar rapidamente o caule da flor despida e trocar por uma nova, era quase imediata.
Procurávamos um "bem-me-quer", um "tudo" ou "muito". Desprezávamos o "mal-me-quer" e o "nada". Não há lugar em nós para quem não nos quer. Não é verdade?

A verdade é que não se observa ser assim tão simples. E porquê?
Não será o outro que bem ou mal nos deve querer.
Porque nada é mais importante que o amor próprio e auto estima, quando tratamos de relações. Sejam elas a que nível e intensidade forem. Antes de tudo, deve estar o EU.

Assim a cantiga que outrora nos encantava, devia ser hoje substituída pela análise cuidada de nós próprios.
Sabes o quanto bem ou mal te queres?
O que fazes para ti, por ti, e contigo próprio?

Muito importante!Independente de quantas responsabilidades tens, das coisas que tens de superar todos os dias. Que estejas na melhor forma de ti. Que cuides de ti. Que estejas bem, para fazer bem e o bem, onde intentas a tua energia.

Despetala a tua flor. Descobre em que nível de compromisso estás contigo. E se não és a melhor versão de ti, procura. Mas procura com empenho.
Sê quem te apaixona!
Sê quem te põem o sorriso na cara!
Sê quem te traz o melhor do mundo!
Sê o amor que tens para dar!

Se te deres a ti primeiro, não vais te vais esgotar em ti. Vais exponenciar o que podes dar aos outros!

E assim, o bem-me-quero vai estar sempre presente...


Com amor,
Judite <3

terça-feira, 29 de março de 2016

segredos escondidos

Uma esplanada sobre o rio e o casario.

Escondida numa Lisboa ora azafamada, ora discreta, este restaurante que também é cantina, tem uma das vistas sobre o rio e um solário quase perfeito para usufruir nos dias solarengos.

Escondida no último  andar do nº1 da Rua Ferragial, A cantina das freiras, fornece refeições económicas aqui bem perto do centro da cidade, mas fora do reboliço do Chiado ou da Baixa.

Durante os dias de semana, pode almoçar e saborear refeições caseiras. Servidas num clima de muita euforia e agitação, qual cantina que nos lembra os tempos de escola e a seriedade desta instituição.

E o bónus, esse é incomparável. A vista fala por si.


Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 28 de março de 2016

Viagem sobre o verbo querer

Eu quero,
Tu queres,
Ele quer...

O que nós queremos?
O que vós quereis?
O que eles querem?

No mundo do querer, há várias contradições e oposições.

O que eu quero, pode não ser o que tu queres, o que ele quer.
O que eu quero pode não ser o que nós queremos. Nem o que vós ou eles querem.

Eu quero e tu não queres. Mas se eu quero, o que posso fazer com isso?

A essência do verbo querer é dúbia na intenção.

Querer pode ser poder. Mas o poder pode ser impositor.

Se eu quero e eu posso. Eu posso fazer bem, mas posso fazer mal.

Se eu quero e consigo. Eu consigo porque fui persistente, mas posso conseguir por má conduta, ou por dádiva de outro que quer que eu consiga.

O querer pode ser poder. E havendo intenção (seja qual for), pode ser conseguido, se a energia for concentrada na obtenção.

Se a intenção é força para a concretização, podíamos resignar à intenção mais fácil. Seja qual for a sua qualidade maior.

Mas se querer é poder. Vamos querer fazer com que a intenção seja aplicada em prol de um bem melhor.
Se vamos colocar energia, que seja uma boa energia, a que proporcionará o bem do maior número de intervenientes. E acima de tudo, que não descuide do nosso bem.

Querer é poder. Mas tu, sabes o que queres e o que podes?
E esse querer e esse poder, qual o bem maior que dá ao mundo?


Com amor,
Judite <3

domingo, 27 de março de 2016

E se...

E se...
O mundo fosse quadrado,
O mar fosse amarelo,
O céu fosse aguado,
O chão fosse uma labareda,
O coração fosse de pedra...

Se...

Nesta condição do infinito não saber nem fazer, podíamos perder o melhor que temos. O poder de estar aqui agora, fazer agora, sentir agora.

Enfim... viver agora!

Por vezes podemos sentir a tentação de não arriscar.
Aquela voz que diz os mil e um medos que devemos ter, As mil e uma coisas que temos a certeza que vão correr mal. As mil e uma razões para não ir.

E se deixássemos de ouvir a pequenina voz da audácia?
Aquela que só uma razão, uma certeza e não tem medos.

Se...

Será com todo o gosto, que me acompanha, senhora condição?


Com amor,
Judite <3



sábado, 26 de março de 2016

Coisas simples...

São simples, as coisas que me movem.

Sem dilemas, sem grandes complicações, apenas SER.
E para que a receita esteja completa, apenas é preciso alguma pitada de acreditar, de coragem, de partilha e de sinceridade.
Para que tudo seja perfeito: uma dose maior de SONHOS!

E tu?
O que te move?



Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 25 de março de 2016

Além de ti

Há um mundo para além de ti. Assim como há mais terra além do oceano.

O que em ti termina continua em alguém. 
E o ciclo que vai, vai, vai... segue até que algo de ti volta ao inicio. E fecha-se um ciclo.

Porque tu és parte de um mundo maior. Como uma peça num motor.
E cada peça é fundamental!

Para que esse motor possa funcionar, é preciso que todas as peças estejam afinadas. Que à sua maneira e especificidade contribuam no seu trabalho e propósito.

Quando dás o teu melhor, és essa peça.
E quando dás o melhor de ti aos que te rodeiam, ajudas que as peças que trabalham contigo se mantenham também no seu melhor.

Será assim que vais receber de volta o contributo delas no sistema.

Estamos todos ligados. De uma forma, de outra, com variadas e imagináveis ligações.
 
Mas estes fios invisíveis, que nos ligam, devem receber a nossa energia da melhor forma. Desta forma tudo irá funcionar com aquela intenção: a da concretização de um mundo melhor!

Dá o melhor de ti!
E não fiques parado na expectativa do receber. Continua a dar o melhor de ti. O motor só dá energia se continuar a funcionar.

E tu estarás a contribuir!


Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 24 de março de 2016

A existência das coisas

Falamos muitas vezes em destino. 
Procuramos muitas vezes ligações e justificações para os acontecimentos nas nossas vidas.

Tentamos encontrar propósitos em tudo o que nos acontece no alheio.

Enfim... depositamos no desconhecido a razão e a esperança de algo maior que aconteça.

Se estamos ligados, infinitamente ligados neste mundo e ao mundo, também faz parte de nós empurrá-lo para uma energia maior.

Muitas coisas parecem-nos acontecidas do acaso. Mas são resposta da energia que colocamos nelas.

O que queres pôr nas tuas intenções?
Faz coisas com intento do que queres receber. 
Foca-te em ti, mas também no mundo eu teu redor.

E quando te sentires com menos forças. E só aí. Olha para trás. 
Vê o que conseguiste quando estavas a empurrar o mundo.

Ele vai ficar mais leve. E tu vais continuar a levá-lo com a tua força!


Com amor, 
Judite <3

quarta-feira, 23 de março de 2016

Liberdade(s)

Quando pensamos na palavra liberdade pensamos em espaço, em dizer, em permitir.

Pensamos e visualizamos muitos conceitos que nos remetem para a imensidão, para o muito, para o longe, para a aceitação.

Mas quão importante é esta liberdade física ou psíquica.
O quão importante será, quando comparamos com uma liberdade mais singela da, ser a nossa essência, ser grande entre a multidão, não dizer se nos apetecer calar, não fazer se nos apetecer manter, não ir se nos apetecer permanecer.

Quanto significa ser livre? O que é literalmente a liberdade?

Quantas questões podemos colocar. A nós próprios. Ao mundo. Quantas serão as respostas?

Quando uma palavra é tão usada, mas tão pouco conhecida ou honrada, é preciso pensar sobre ela.
Se na sua importância se torna vulgar.
Porque se luta por ela? Porque se deixa de lutar?

Se eu penso em liberdade, penso no ser, no eu, no nós, no todos. Mas penso na essência das coisas. Na criação. Na ligação entre os seres.

Penso em respeito. Em limites. Em compreensão e aceitação.
Penso em partilha. Em dar e saber receber.
Penso em conhecimento. Do bem. Dos Homens.
Penso em amor. do coração. No inocente e sincero.
Penso em propósito. Na missão e sentido da vida. Da minha, da tua, da humanidade.

Quando penso em liberdade, agradeço conhecê-la.
E espero saber honrá-la.



Com amor,
Judite <3



terça-feira, 22 de março de 2016

Pura essência

Há momentos que, por um motivo ou outro, temos de fazer balanços. Análises cirúrgicas do que foi e do que é. A escolha do caminho do que será.

Procuramos dentro de nós respostas que às vezes não queremos escutar.
Encontramos partes de nós que por vaidade ou snobismo nem sempre queremos aceitar.
Encontramos partes menos nossas que por empatia levamos connosco.

Quando habitamos em nós sem total presença e vivemos em expectativa do outro, dos outros, do mundo, caímos na tentação da ilusão.
Fazemos crer em nós algo que não nos é inteiro.
Vamos formando uma ou outra imagem daquilo que é a imagem esperada. Do que interpretamos que é a imagem certa.
Como se de um jogo de correspondências se tratasse.

Tentamos marcar pontos. Somar pontos.
E para esta soma, lima-se peças. E essas peças puras deixam de o ser.

E dia a dia, ano a ano, vida a vida esmorecem-se essências.

Os pontos somados podem deixar de fazer sentido. Muitas vezes foram somados sem afeto ou dedicação. Apenas o hábito, o vício, o enredo social ou emocional da resposta.
Não está errado fazê-lo. Não está certo. Faz parte da condição humana. A tentativa da sobrevivência.

E o humano dentro de nós leva que cada um sinta o enredo sob os seu olhos.
É obra única, feita de peças únicas.
E como mestres desta obra podemos escolher!

Podemos continuar a dançar ao som da música do outro, dos outros, do mundo.

Podemos desligar todos os sons e ouvir apenas a nossa música.
Compor a nossa própria coreografia.
Manter as peças no formato original. E
Sem qualquer embaraço, poder deixar que sobressaim no nosso mundo.


Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 21 de março de 2016

Back... às confeitarias

Quando circulamos pela cidade, notamos cada vez mais a abertura das tradicionais confeitarias e pastelarias, num formato renovado. 
Sob a mão de novos donos. 
Formados de novos conceitos.

Nas últimas semanas comecei a ver aqui e ali, uma nova cadeia de confeitarias.
As Dona Amélia, pintadas de rosa e com o busto da Sra e Rainha em todas as paredes, quer no logo das confeitarias quer nas fotografias que enchem as paredes.

Ar romântico. Oferta romântica, que junta o tradicional, com o que vai buscar aos ingredientes da oferta mediterrânica.

Um lugar para um lanche aconchegante em dias de chuva, ou um chá entre passeios pela cidade.



Com amor,
Judite <3

domingo, 20 de março de 2016

A hora da Primavera

Ansiamos em deixar de lado os casacos, as mantas do sofá e as bebidas quentes.
Ansiamos poder sentir mais leves sem camadas de roupa nem aquecimentos ligados.
Ansiamos que de par em par possamos abrir as janelas de manhã e ouvir os passarinhos nas suas melodias.
Ansiamos pelas tardes mais longas e os encontros alegres nas esplanadas e jardins.
Ansiamos pela luz do sol a invadir o nosso olhar.

E o ar cheira a Primavera... E ela, tímida vai anunciando a sua chegada de quando a quando.

E o nosso coração abre-se à espera de a receber. Não pensa, hoje, que um dia ela vai partir.
Sabe que a seguir vem algo melhor: o Verão quente, cheio de luz e de aromas frutados. De férias. De destinos.

E fazemos planos. Porque agora sim, comece o ano! Em grande. Em energia. Em luz e esplendor.

A primavera traz-nos sonhos.
E é tão bom sonhar!

A primavera traz-nos paixão.
E é tão bom estar aberto às coisas que nos entregamos. Aos projetos, às pessoas e à concretização de sonhos.

A primavera traz renascimento,
E é tão bom termos força par ir, arriscar, conseguir!

A primavera traz-nos a possibilidade de nós próprios.
E se nos abrirmos ao autoconhecimento, a Primavera traz também perguntas. E é só querer encontrar as respostas.

A primavera está em nós e somos nós. Hoje e todos os dias. E sempre que quisermos a sua presença.





Com amor,
Judite <3


sábado, 19 de março de 2016

De que cor é o teu céu?

Sabes quando olhas para o céu e achas que tem uma cor errada?
Sabes quando olhas para ti e vês que tu é que o estás a ver com uma cor diferente de todos os outros?

Nós somos feitos de biologia, de educação, de sociedade, de interpretações. Reflexos internos e externos. Mas, somos também as nossas escolhas.
E é isto que faz toda a diferença!

Com as mesmas matérias, podemos escolher caminhos diferentes. E assim, pintar o quadro que queremos. Afastar nuvens, puxar o sol ou as estrelas.

Podemos escolher quem vai, mas principalmente quem fica.
Podemos escolher o impacto que temos. O bom. O mau. O eterno.
Podemos tocar corações, ou virar as costas.
Podemos trancar todas as portas, ou abrir de par em par todas as janelas. E até decorar um jardim para receber o sol.

Podemos ser noite. Podemos ser dia. Podemos ser o dia, e o sol, e a luz...

Nós somos feitos de razão e coração.
E podemos escolher aquele que nos guia.

Simplesmente podemos pintar o nosso céu. Podemos escolher a forma e a cor das pinceladas.
E podemos querer fazê-lo como uma simples pintura em papel branco e marcadores. Ou uma grande obra de arte, digna de admiração pública, em museu.
Podemos ainda, criar essa obra de arte e partilhar apenas com quem queremos oferecer.

E no silêncio da oferta, poder guardar para sempre a recordação do olhar de quem a recebeu pela primeira vez.

Mas no final, o importante deste quadro pronto, é quanto ele te deu a ti enquanto tu lhe davas forma!


Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 18 de março de 2016

Apenas estar

Há dias que ver o sorriso de alguém é tão inspirador que tudo se transforma numa certeza: de que estamos aqui para ser feliz.
Não basta estar aqui. Mas basta-nos estar aqui com a intenção firme das nossas atitudes. E manifestá-las.

Por vezes, a descer as escadas rolantes do metro... uma viagem interminável, fito os olhares em sentido contrário.
Há rostos, expressões que são tão significativas. E quando devolvo o sorriso, sinto o coração cheio, com a sensação de que tudo ficou maior.
Da mesma forma faz-me feliz ver um sorriso em alguém em que simplesmente cruzei na rua com ar preocupado e apoiei com um olhar e um sorriso.
Quando ajudo a puxar o saco das compras que alguém tem dificuldade em levantar do chão.
O poder de sentir que se deu algo que se podia, a outro alguém que podia menos. Ou que naquele dia pode estar a ter um dia menos bom.

Andamos tantas vezes alienados do que se passa à nossa volta. De que o mundo se estende além de nós.

O que é realmente importante?
O foco no ter e em vez do estar leva-nos para uma distância de tudo o que tem verdadeiramente impacto no nosso lado humano.

Precisamos de parar, respirar. Mas respirar humano. Respirar o som da terra. O aroma das presenças.

Às vezes, tudo o que precisamos é estar aqui e agora!


Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 17 de março de 2016

Quando menos é mais

Somos acumuladores.

Acumulamos umas tantas coisas, material, objetos sem emoção.
Acumulamos memórias, sonhos, pessoas.
Acumulamos histórias e sentimentos.
Acumulamos desejos não concretizados.
Acumulamos...
Acumulamos...
Acumulamos...

Quando preparamos uma mala de viagem, se ela levar no máximo 15 litros, leva 15 litros.
Não conseguimos enchê-la com 16. É fisicamente impossível manter a integridade da mala desta forma.

A física também atua connosco.

Mas com as nossas vidas somos mais teimosos quando queremos aumentar a bagagem.
Porque quando queremos levar outras coisas, a maior parte das vezes não as substituímos.

Queremos sempre pôr mais e não olhamos a deformidade da nossa mala,

E a bagagem começa a ficar cada vez mais ingerível.

É isto que muitas vezes fazemos a nós próprios: tornamos-nos ingeríeis. Nas emoções, na razão, no propósito, na quantidade de coisas que passam a ser tralha que nunca irá sair da mala a não ser para lembrar que a devíamos ter deixado em casa.

Há que ser bom a arrumar malas, para que a viagem seja um sucesso?
Não propriamente. Apenas levar até quanto dá.

É nesta quantidade que devemos agir: tirar o que está a mais, substituir as peças e levar apenas as que são importantes.

Depois de uma mala bem arrumada... tudo está pronto para uma bela viagem!


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 16 de março de 2016

Nada é impossível!

Hoje assisti ao vivo a uma entrevista que me revelou uma força da natureza!

A mim, que não era para estar ali, naquele momento. E o ter estado, trouxe um sentimento de missão.

Quando vamos a um congresso, onde existem múltiplas atividades e intervenções a decorrer, temos de escolher onde estar em cada momento. 
Inicialmente não tinha escolhido assistir a esta intervenção. 
Pela dinâmica do dia, aconteceu. E ainda bem que as coisas mudam!

Quando vi o nome Lenine Cunha no programa, não me chamou qualquer atenção. 
Somos constantemente condicionados nas informações e noticias que chegam até nós. Até aqui sem novidades. 

Para mim novidade foi assistir a este vídeo, e logo a seguir ver e ouvir a entrevista que se seguiu no palco sob os meus olhos.



O Lenine, que por força da vida e da meningite que o atacou enquanto criança, sofreu um dano na sua capacidade mental, que o levou ao mundo do atletismo. 
E daí a todas as vitórias e conquistas conseguidas seguiu-se muita dedicação a este deporto que o recuperou e acompanhou pela vida fora.

Um verdadeiro caso de força interior e auto motivação. Um superar todas as dificuldades. Todas. Desde a recuperação da sua autonomia, ao longo da vida.

Hoje com 33 anos, Lenine que já ganhou 182 medalhas internacionalmente, a representar Portugal. é o atleta mais medalhado do mundo. Já quebrou uns quantos recordes.
Este atleta paralímpico que tem um subsídio de menos de 400 euros para sobreviver. E que quando carrega uma mala cheia de medalhas no regresso a casa, não tem nenhuma entidade para o receber.

Numa história emocionante, onde na viagem pela sua vida pôs uma plateia de quase 600 pessoas a rir. E depois a chorar de comoção pela entrega a que se dá. Pela memória da mãe a quem dedica a força pelas vitórias. A quem dedica as 5 medalhas que ganhou só último fim-de-semana em Itália.
Lenine apenas pede ajuda. Ajuda para continuar a representar o seu país. Ajuda para ir até aos campeonatos para ganhar medalhas. Ajuda para levantar mais alto a bandeira que representa.

Ah... e um gosto na sua página do facebook. Foi o último pedido antes de sair do palco.

O seu manager, Daniel Oliveira, vai um pouco mais longe na sua intervenção. É o seu papel: garantir que aquilo que o Lenine pede se materialize. 
Pede a intervenção de todos no auditório. Que levem a mensagem às empresas: que em cariz de marketing, responsabilidade social ou até num simples trabalho que complemente os pequenos subsídios. Mas que ajudem os atletas que tão bem representam Portugal e levam o nome além fronteiras.

O apelo, onde frisou que estas pessoas não pedem um mero emprego, pedem trabalho. Algo que lhes é negado pela condicionante de que de quando a quando estes colaboradores precisam de se ausentar para cumprir a sua missão atlética. Com a garantia de que em todos os outros momentos darão o seu melhor.

E eu acredito que sim!

Depois de ter ouvido o Lenine, que terminou a entrevista emocionado, colocando lágrimas nos presentes e sendo aplaudido em 3 vezes por uma plateia de pé.
Cada um dos presentes de uma forma ou de outra se encontrou nesta história.

Consciente ou inconscientemente todos temos algo que nos liga a ela.

Porque os recursos só tem de ser encontrados dentro de nós.
Temos que nos ouvir com confiança.

Porque algo só é impossível, até alguém desafiar e provar o contrário!

E porque trouxe comigo este sentimento de missão... peço: partilhem o pedido de apoio do Lenine, nem que seja o tal like na página do facebook!


Com amor,
Judite <3



terça-feira, 15 de março de 2016

O mundo é teu!

Ando muito de transportes públicos.
Poderia dizer apenas que é porque não tenho de me preocupar com um carro, oficinas, estacionamentos e tantas outras coisas usurpadoras de tempo.
Também é verdade!

Mas das coisas que mais gosto nestes transportes, são os estudos sociais que se poderiam fazer deles.
Normalmente vou extremamente atenta às  conversas dos restantes ocupantes.
Ora porque inspiradoras. Ora porque (e na maioria), colocam sobre a minha cabeça uns quantos balões. Ondinhas de pensamento, made in banda desenhada.

São incontáveis e inimagináveis pelos mortais que não vivem esta experiência, tudo o que se pode aprender e apreender sobre a vida social de um local. Quando se circula de transportes públicos, há todo um mundo de possibilidades de saber à nossa espera.

Circular desta forma permite-nos observar sem sermos vistos.
E com isso recolher informação, sem ser condicionada.

É estrondoso como, independente de uma lista de coisas que poderia ser alvo uma conversa de caminho, a maior parte das vezes ouço falar de como o mundo foge sob os pés das pessoas.

E elas, incrédulas, não percepcionam porquê.
Não que as queira criticar com esta minha partilha. Não é de todo a intenção destas linhas que escrevo!

Mas causa-me um quanto incómodo como membro de uma sociedade, que ela se deixe cansar pelo conformismo de que as coisas terão de se deslocar até elas, como se de um iman se tratasse.
Sem nada fazer. De um mais pequeno esforço, para a concretização de um qualquer objetivo. Pequeno ou grande.

Eu comprendo o meio.
Compreendo a educação e a valorização no seio social.
Compreendo que todos possamos ter uma diferente percepção de como Nada é nosso! Mas... Tudo é nosso!

Quando saio de cada um destes transportes fico absorvida. Na imagem que cada um dos seus ocupantes tem sobre as coisas da vida, pode ser absolutamente aniquilante de uma concretização.

Às vezes dá uma vontade imensa de chegar ao pé dos queixosos e desiludidos e abanar bem forte e projectar em bom som:

Estamos rodeados de recursos.
Temos recursos infinitos dentro de nós.

Podemos adquirir uns quantos mais!

Podemos lutar pelo nosso lugar. Por estar no lugar que desejámos, sonhámos cada minuto, cada passo que concretizámos.

É tão bom chegar aquele sítio secreto, dentro do nosso coração.
Onde um pequeno duende, holograma de nós próprios festeja em saltitos.
E ouvir: mais um passo dado!
Ou um: Chegaste!

Mesmo que seja uma navegação contra a maré ou os ventos a romper as velas, em plena consciência é importante não perder o foco.

E se acharmos que o mundo nos espera, dar todos os passos no seu sentido.
Se for para o conquistar, que assim seja!

O mundo é de todos, mas pode ser de cada um.


Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 14 de março de 2016

100 anos de opções

Muitos de nós gostaríamos de ser centegenários. E chegar lá cheios de genica, claro!

E o que isso poderia ser de positivo para nós?

100 anos de opções, 36500 novas oportunidades, 876 000 horas de vida.

A verdade é que muitas vezes desperdiçamos horas, dias, anos de tudo, em seguimento de um qualquer rumo. De um andar à deriva.

Seria tão bom estarmos sempre focados em novas coisas, aventuras, experiências. e concretizar!
Nem sempre temos essa foco.

Perdemo-nos no tempo e nas coisas. Colocamos em dúvida quanto vale a pena partir. Quanto ganhamos em ficar.

E ficamos demorados como suspensos no tempo, numa espiral pendurada no alpendre em dia de tempestade.
Rodopiamos sem parar, mas ir a algum lugar.

Por dúvidas ou por certezas, existe sempre algo certo: podemos reencontrar outro tempo e outras coisas.

E se por ventura algo parece perdido. Existem muitas mais coisas que irão ser encontradas!


Com amor,
Judite <3

domingo, 13 de março de 2016

Regresso ao futuro

Sabes todos aqueles sonhos de criança ou adolescente. Os que com o tempo deixaste desvanecer. Ficaram guardados no baú do tempo. Sabes?

E se um dia abrires esse baú e tirares alguns para fora? Como pensas que te irás sentir?

Será que ainda te revês em algum? Será que algum ainda remexe nos teus sonhos à noite. Ou quando andas na e olhas nos olhos de uma criança?

E quando isso acontece... o que te permites pensar sobre isso?

Por vezes evitamos olhar para trás com medo do que podemos sentir ao olhar de frente os "ses".
Por vezes evitamos olhar para trás porque o que guardamos no baú pode ser um trampolim que nos faz querer dar a volta.
Por vezes evitamos olhar para trás, porque temos um novo baú, e não queremos correr o risco de ter de optar por um.

Mas abrir o baú pode não ser olhar para trás, mas sim para um regresso ao futuro.
Um concretizar do que sonhámos e deixámos apenas adormecido. Até ao momento certo para concretizar.


Com amor,
Judite <3

sábado, 12 de março de 2016

Uma loja... ou um museu?

Quando cruzamos a Rua dos Correeiros com a Rua de São Nicolau, não podemos ficar indiferentes à romântica montra que esconde aventura entre os produtos expostos.

No nº 50 da São Nicolau entramos para um outro mundo.

Entre prateleiras, e estantes que nos levam para outros tempos, reencontramos os produtos da nossa terra que agora renovados satisfazem paladares do mundo.

São sardinhas, doces e marmeladas, misturas de chás exóticas, vinhos e espirituosas.
São recordações em tecido. São outras sardinhas, que enfeitam as casas ou até servem de pisa papeis.
São os produtos de outros tempos, que nos lembram os pudins dos lanches das casas das avós.

Mas sobretudo é a obra de arte que enche e anima a loja. Num cenário projetado por um verdadeiro cenógrafo de teatro. Que assina cenários de grandes musicais, como os do La Feria.

Esta obra que se move, em que os bonecos representam personagens sobre a história da família fundadora da loja. E que atuam nos seus afazeres. Buscamos o encanto da história das gentes de cá.

E com tanto encanto é impossível não entrar, não olhar e conversar um pouco com quem nos atende na loja. Porque a curiosidade é mesmo muita.









Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 11 de março de 2016

Com ou sem fermento?

Quando passamos numa noite de sexta-feira na montra de um Restaurante e vimos uma lata do famoso fermento Royal a dançar na montra, não podemos ficar indiferentes.

Temos que entrar e provar este lugar.

No n. 86 da Rua do Poço dos Negreiros, encontra-se um novo espaço que nos promete acolher em sabores, cores e música e outras artes.

O Clube Royale junta num espaço diferenciador, em que somos recebidos com simpatia, acarinhados entre as sugestões do que provar.

Entre o ar descontraído, com tanto de conto de fadas, a casa de bonecas da infância onde tudo se misturava e os detalhes que nos fazem recordar a casa da avó.

Não há melhor para viver a experiência do que saborear a sopa aveludada, sobre um naperon, ou comer um petisco num prato com o nosso típico azul.

Deliciar as sobremesas servidas com carinho e detalhe… e que ainda tem o dom de serem fantásticas.

Durante todo o tempo em que degustamos os sabores e as conversas, os nossos olhos absorvem detalhes e mais detalhes.

Não nos esgotamos no encontro de cada detalhe. Ficamos num caminho de mais e mais.

E o mais pode ser alguém a ler uma obra, a exibir a sua arte, a alegria no ar.

E nos dias em que não entro mas passo na rua e vejo a grande lata de fermento, por vezes vestindo uma dançarina animada a chamar por nós através do vidro da montra. Sorrio, sempre com vontade de voltar!

Com amor,
Judite <3

quinta-feira, 10 de março de 2016

Por trás daquela porta...

Quando aprendi a ler tornei-me uma devoradora de livros.

Ainda hoje, passo horas por ano em livrarias. E com muita facilidade em trazer sempre alguma coisa, mesmo que isso implique abdicar de outras pequenas coisas.

Houve um dia, não me lembro quem, em que contexto, nem exatamente a minha idade, que alguém me ofereceu um livro especial.

Esse livro não falava em fadas ou outras coisas mágicas, não tinha uma aventura encantadora nem ilustrações de sonho.

"O João sem medo”, era um livro com desenhos que não cativavam crianças e com uma história daquelas que se poderia ler apenas uma vez. E ponto.

Mas a verdade é que a história deste João, que não tinha medo, me tornou uma leitora assídua deste livro. E de quando a quando, lá ia eu, tirar a aventura do João da prateleira.

Havia algo de muito misterioso e arrebatador para mim.
Como é que este João conseguia?

Como é que eu tinha medo do escuro, de ter monstros no armário ou que um desconhecido me levasse para longe do papá e da mamã. E o João vencia desafios e o vilão que mais ninguém dominava?
Só porque não tinha medo!
Li e reli. Eu queria ser como aquele João...

Durante muito tempo não consegui igualar. 
Qual era o segredo?

Vinte e poucos anos passados ainda não domino respostas. Mas sei que o João não tinha medo porque simplesmente não sabia o que isso era!

Ora se o medo é paralisante. Se nos impede de avançar, progredir e concretizar, só tem um motivo: porque sabemos o que é o medo, a desilusão, a frustração.
Mas... Porque temos nós de nos amarrar nos resultados repetidos. Porque temos receio de abrir a porta não identificada?
A Alice (wonderland) fê-lo.

É verdade que entre aventuras e desventuras passou por muitas ameaças e perigos inigualáveis, naquela terra desconhecida, onde até arriscou perder a cabeça.
Mas no final encontrou a sua revelação.

E neste meu herói e heroína, vou buscar a inconsciente energia, dia após dia.
Só depois de abrir a porta é que posso saber se há motivo para ter medo.

E se tiver? Bem... ai... há que decidir: Voltar a fechar, ou saltar para o lado de lá, mesmo com o friozinho na barriga!

Abras ou voltes para trás, a opção correta será a que te faz bater o coração!



Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 9 de março de 2016

Desafio 52 semanas - semana 10

O desafio número 10 foi concretizado de uma forma diferente. 
A carta escolhida sugere um passeio de Monsanto até ao Rio Tejo, através de jardins e avenidas bem conhecidas na cidade, e outros espaços ainda escondidos.

Num domingo de manhã em que me preparava para ir treinar ao ginásio, lembrei-me de uma certa carta. 
Já estava Equipada, por isso só precisava de estar a caminho do ponto inicial: a Rua de Campolide: mesmo sob o Parque Florestal de Monsanto e uma vista lindíssima sobre o Aqueduto das Águas Livres.


Aqui, num espaço totalmente renovado, temos a possibilidade de iniciar uma bela corrida ou caminhada em direção à cidade.

E se há muito me dizia que o iria fazer, chegou o dia de experimentar o percurso, em formato fitness!

Numa pista preparada para a comodidade também de ciclistas e outros desportistas, como skaters e patinadores.

Parece que estamos longe da cidade, mas é já ali.



Com início no jardim da Amnistia Internacional, a seguir à ponte abrem-se novos espaços verdes que prolongam após a pista suspensa para novos espaços de jardins, parques com estruturas para skaters e áreas de fitness.


Começamos a avistar a cidade, mas mais proximamente o jardim Amália Rodrigues, com os seus espaços verdes românticos e rodeados de uma obra simples e fantástica que nos trás a frescura para um jardim de água. 


Este lago aqui criado é circundado por uma das melhores esplanadas para descansar, conviver ou trabalhar nos dias quentes ao ar livre. 
Se habitualmente me desloco intencionalmente para aqui, por agora é diferente. 
Por baixo de uma chuvada repentina, abriguei-me, com pausa para hidratação.



Logo que o tempo me permite, continuo o meu passeio / corrida, em descida do Parque Eduardo VII.
Uma espreitadela sobre a estufa fria e outros espaços verdes. 
Continuo em corrida até à Rotunda do Marquês e daqui até ao meio da Avenida da Liberdade.


A meio da avenida sou forçada a parar. É a minha paixão pelas linhas arquitectónicas que emolduram a cidade, que faz abrandar o ritmo.
E paro em apreciação, numa caminhada mais lenta e de queixo levantado e olhos fixos em janelas, varandas e outros detalhes.


Termino a minha viagem de adoração na Praça dos Restauradores e logo para finalizar, na magnifica estação do Rossio. 
Este edifício que emoldura a cidade, com os detalhes mais apaixonantes, com  a sua fachada romântica e surpreendentemente bela. 


A partir daqui faço o último troço de corrida.
Rua Áurea abaixo, páro apenas no cais das Colunas. 
Sob um sol maravilhoso e acompanhada de uma paisagem azul, animada e com banda sonora, sinto em cada detalhe à minha volta, o mesmo que sinto no coração. 
Sinto paixão por esta cidade. Pelas coisas belas e as surpresas que guarda em cada detalhe.

E por aqui fico algum tempo, em descanso e entre melodias.


Com amor,
Judite <3

terça-feira, 8 de março de 2016

Porque houve um dia...

O que se pode dizer, quando tudo foi dito?
O que se pode lutar, quando a luta já foi frente?
O que se pode pedir, quando tudo já foi feito?

Tudo!

Porque ainda não foi dito tudo, não se ganharam todas as lutas, não se concretizou tudo!

E tu, mulher, que ainda não ganhaste a tua luta. Serás mártir ou serás vencedora.
Mas serás sempre Mulher!


Com amor,
Judite <3

segunda-feira, 7 de março de 2016

Um direito simples... o de ser mulher

Nos últimos 100 anos o mundo aceitou muito melhor as mulheres que em todo o seu passado.
Por aquelas que derrubaram barreiras, pelas que o fazem todos os dias em silêncio, pelas que ainda não tiveram essa oportunidade.

E por todas, e por aquelas que sempre lutaram contra o preconceito, racial, sexual, político, cultural, linguístico, profissional ou económico.

Este é um mês que homenageia a conquista. Uma que não deveria ser necessária mas natural, mas que pela imposição do medo, da força e do terror, levou e leva ao sofrimento de muitas mulheres.

A elas e por elas fazemos homenagens.

Nos últimos 100 anos, temos mulheres que se tornaram ícones, e elas inspiraram... e abriram portas a muitas mais inspiradoras... e às muitas mais antecederam e procederam.


Com amor,
Judite <3


domingo, 6 de março de 2016

Desafio 52 semanas - semana 9

Num Sábado que iniciou solarengo e com dois convidados apanhados de surpresa neste passeio, o desafio nº 9 correu à volta das ruas e lugares frequentados por Fernando Pessoa.

Nesta aventura, que iniciou com alguma espera para a tradicional foto com o poeta à mesa na esplanada da Brasileira. animámos a cidade entre gargalhadas e muita conversa sob a chuva e o sol que brincaram na rua.

A partir do largo do Chiado, subimos a Rua Nova da Trindade até ao largo que abriga o teatro com o mesmo nome. 


Descemos da arquitectura rosada que por aqui paira até ao largo do Carmo.

Este largo que além de abrigar história, é também palco atual de muitas esplanadas e algumas feirinhas de artesanato. Ressentiu-se com o vento e a chuva que ameaça cair a qualquer instante. Hoje um pouco mais triste, mas sempre com a sua imponente beleza.
 

A partir daqui descemos para o Rossio, a praça de imensa referência serve-nos apenas de corredor até à rua dos Correeiros. 



Entre toldos de esplanadas e lojas, fomos obrigados a parar o passeio, pela chuva insistente que interrompeu por momentos um dia que prometia beleza e luz.


Há um dizer sobre qualquer coisa de "sol de pouca dura", a verdade é que aqui a protagonista do ditado foi a chuva. Prontamente desvanecida. 

Continuámos a descida até à famosa arcada dos edifícios circundantes à Praça do Comércio. 

E no destino final, o também famoso Martinho da Arcada, outro ponto de encontro de Pessoa com os seus pares.


Os meus convidados apresentam um ar cansado. Fica a promessa de que vamos parar e petiscar qualquer coisa antes de voltar para casa. E voltamos entre muitas mais gargalhadas


E tu? Quando vais ser também companhia num dos desafios? 


Com amor,
Judite <3










sábado, 5 de março de 2016

A Choupana na cidade

Acordar um pouco mais tarde num Domingo de manhã leva-nos a uma questão essencial: transformar um estômago desforrado, num aconchegante retorno para o dia menos solarengo.

No coração de uma azafamada avenida Lisboeta, que transporta transeuntes frenéticos, há um paraíso de pães e chocolate.
No nº 25 da Avenida da República espera-nos um território de aromas e sabores, o Choupana Caffe.

Seja nos croissants sempre quentes e com aroma a baunilha e manteiga e prontos a receber uma escolha de recheios.
Seja nas bebidas quentes, onde temos sempre a versão "soja", para outros paladares.
Seja nos brunchs mais contidos no açúcar, mas igualmente fantásticos.
Seja nos almoços, saladas, taças de iogurte e granola com frutas apetitosas.
Seja no cheiro a pão quente e doce que paira no ar.

Há muito por onde escolher neste open space sempre concorrido, mas pelo qual vale a pena esperar na entrada, junto ao pequeno quadro "aguarde a sua vez aqui".

E na saída, a pequena mercearia oferece uma vista extraordinária sobre produtos que vai querer levar para casa.

Que tal um pequeno-almoço amanhã de manhã? 
Recomendo um croissant quentinho com queijo a derreter no interior, e estaladiças folhas a quebrar por fora. O meu preferido!


Com amor,
Judite <3

sexta-feira, 4 de março de 2016

Faz o que amas...

Amar o que fazemos é o caminho para a concretização dos nossos melhores resultados.
Seja qual a área da nossa vida, nós queremos ter, conseguir, chegar...

Vivemos tantas vezes acorrentados a um espaço, a uma tarefa, a uma responsabilidade. Mas na verdade essa corrente é apenas existente na imagem que fazemos da nossa pertença ali. Porque nada há de físico que nos comprometa, a não a ser a nossa consciência.

E o que te diz a tua consciência? Pertences ou não pertences? É teu ou de outros?
O importante é que ela te diga: "estás onde está o teu coração".

Se estás onde está a tua felicidade, por fazer, ser ou ter. Fica!
Se precisares de a ir buscar, ou percorrer o caminho que a traduz: vai!

E se na dúvida de ir, sentires borboletas no estômago, questiona-te: quanto está isso no amor que empenhas no que fazes?

Faz o que amas... o resto acontece!


Com amor,
Judite <3





quinta-feira, 3 de março de 2016

A história das linhas escritas

Quantas linhas tens em branco?
O que desejas escrever?

Passamos a vida a fazer tantos rascunhos. Mas quantos textos definitivos entregamos e acenamos em vitória?
Passamos a vida a fazer ensaios, Mas quantas peças estreiam em palco?

Quando pomos nos dois pratos da balança o querer e o fazer, o sonhar e o concretizar, temos tantas balanças desequilibradas. E a espiral da decisão pode dominar-nos se não intervirmos em nós próprios num qualquer sentido.

Por vezes passamos por momentos em que deixamos de conseguir medir ou contar. A procrastinar numa ação ou decisão.
Mas eu acho que o que é nosso, a nós estará atribuído. E para concretizarmos o nosso caminho precisamos de passar alguns obstáculos. Aqueles que nos darão o gosto doce da concretização.

As transposições que precisamos de passar, podem ganhar várias formas e dinâmicas.

Podem ser como um jogo de computador. Em que temos de terminar a missão para desbloquear a próxima, no menor tempo possível. E quanto mais eficazes forem na tática e descoberta, novas missões desdobram-se numa animada e viciante jogada.

Mas também podemos ter um peddy paper. De pista em pista. Calmamente. Refletidas, ponderadas e analisadas de ponta a ponta. Reinterpretadas na forma, na cor, na gramática e na história. E depois, completada. E o ciclo renova-se. Uma nova pista. Uma nova demanda de observações.

Pode ser um conto, que de linha a linha, de página a página, se desdobram em novas histórias e acontecimentos. Com vista a um grande final.

Mas qual o código, a forma ou a norma correta?
Nenhum! O que importa és tu!
As linhas que tu queres escrever. E toda a energia que possas dispor para o fazer. E que disponhas toda a energia que te proponhas. E que proponhas tudo o que te faz bem!

Sente o ritmo. Sente o caminho. E deixa que as linhas da vida sejam escritas por ti.
De alma e coração.


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 2 de março de 2016

Quanto pesa uma desistência?

Nunca quis ser uma desistente!
A palavra desistir sempre teve um eco aterrador! Afinal... estamos cá para concretizar. Concordam?

Houve um dia que descobri que há uma grande diferença entre desistir e não valer a pena! E há coisas que descobrimos que simplesmente não são ou não estão... e por isso devemos fazer um reset e revalidar tudo!

Pode ser um processo doloroso,
Podemos passar por uma lista de negações,
Podemos até "sacudir a chuva" da cartola...
Podemos esquecer esta aprendizagem e repetir a fórmula que nos levou ao ponto de necessitar de carregar no botão.

Mas quando não somos nós, quando a essência deixa de existir, porque insistir?
Somos seres de apegos. De receios.
Somos seres que tememos não voltar a ter a oportunidade de um caminho que já avistámos.
E sufocamos com o peso de só podermos ficar ou ir. E não haver regresso que nos permita apagar o que menos nos agrada.

Somos seres que vemos a desistência como abandono e que a saída de algo onde pertencemos é uma desistência. E conotamos vezes e vezes sem fim, o ir embora a uma partida indesejável.

Mas há saídas que simplesmente não são uma simples desistência. E há desistências que não um simples abandono. Passa apenas por embarcar numa aventura maior. A da vida. A de nós próprios.

São a ida a um mundo que é nosso, em troca de outro que o deixou de ser.
Simplesmente porque o mundo gira!
E num giro e rodopio, há a agitação da alma e do coração.

Há um mundo que nos espera e guarda como tesouro único, a oportunidade que temos de sermos nós e nós, quantas vezes pudermos dar a melhor versão do que somos.

E o virar a página, fechar a caixa ou bater com a porta não é de todo significado de desistir. Apenas que vamos passar outras páginas, abrir outras caixas e deixar outras portas abertas. E umas não cessam as outras.

Somam-se e transformam-nos.

É a reciclagem da vida.
É a borboleta que sai do casulo quando deixa a vida de lagarta.
É a semente que cai na terra e volta a ser flor.

É transportamos anos e anos de sabedoria. De histórias que são nossas, que as sentimos em cada centímetro de pele, em cada sufoco no coração, em cada ruga de expressão que se marca a cada dia.

E que a reciclagem continue. Naquilo que a nós importa, onde podemos contribuir.
Mas que seja imparável no bem maior. A nossa missão. Aquela que definimos que seria o resultado da nossa contribuição terrena e da marca que deixaremos de herança.

Afinal... quem somos nós? Quem és tu? E eu?

Desistir vale a pena! Se as respostas emergem em riqueza de uma sabedoria: a da realidade sentida e honesta da nossa essência. E assim, o caminho da desistência valeu a pena!


Com amor,
Judite <3

terça-feira, 1 de março de 2016

Oh Março!

O mês número 3!
O 3 da perfeição, o 3 do desempate, o 3 da esperança, o 3 que forma um coração.

O mês que antecipa os dias que nós esperamos. Maiores na sua permissão. Radiosos na luz que nos promete trazer.

E no embalar dos sonhos.
Dos que estão e dos que virão. Com a alegria que começa a pairar no ar, apenas apetece cantar:
Como és simples, como és Março!


Com amor,
Judite <3