domingo, 22 de maio de 2016

Dá-me um abraço!

Quando quiseres demonstrar realmente o que sentes por alguém a quem queres bem, tens afeto ou queres passar uma mensagem de boa energia... dá-lhe um abraço!

Quando conheces alguém que queres integrar, dá-lhe um abraço!

Quando queres que alguém entre na tua vida, dá-lhe um abraço!

Quando não tens palavras que possam transmitir àquela pessoa, a mensagem sobre o que sentes no teu coração, dá-lhe um abraço!

O abraço, que é tão rejeitado no nosso dia a dia, fora do contexto mais íntimo (e por vezes até dentro deste), nas nossas relações diárias ou sociais. O abraço um gesto inigualável, um dos comportamentos mais naturais à nossa existência: à antropológica e o da essência do nosso ser.

Aquele movimento tão simples, de abrir os braços e envolver outro. Uma energia que está tão bem desenhada em nós. O que muitas vezes não sabemos usar.
Ou sabemos, mas afastamos esta vontade a favor dos ares das regras, dos sopros do bem parecer, da ventania da intimidade social.

Para mim um abraço é das coisas mais genuínas.
Para mim um abraço dá-se quando queremos, sem temores, sem perspectivas de classificações.
Para mim um abraço dá-se quando encontramos, quando rimos, quando apoiamos, quando nos sentimos em casa.
Para mim um abraço não tem género, não tem relação, não tem de ter uma intenção, apenas vir do coração.

Um abraço é apenas um abraço.

Porque nada é mais transparente como a forma como abraças... Abraça muito!



Com amor,
Judite <3


sábado, 7 de maio de 2016

O lugar dentro de nós

Já alguma vez te questionaste se pertences a um determinado sitio, grupo, emprego?
e se sim, porque o fizeste? O que estava acontecer naquele momento, à tua volta, no teu contexto?
E em ti? Dentro de ti? Qual o ritmo do teu coração?

Às vezes podemos ficar irreconhecível na nossa auscultação.
Podemos deixar de atuar em nós próprios e flutuar no que o nosso contexto nos pede, gritante.

Por vez deixamos-nos ir. Outras resistimos e devolvemos o grito ao mundo: Eu sou onde quero ficar!

E se o medo se apodera tantas vezes deste quebrar das correntes, da expectativa alheia. Tudo se revela, numa desnecessária intenção. 

Quando encontramos o lugar de nós em nós. 
O nosso propósito. 
O nosso ritmo. 
A nossa cor.
A nossa banda sonora.

Quando sabemos que os sonhos são mesmo nossos. 
Que quando acordamos de manhã vamos para a nossa e só nossa história. 
Que sem ou com mil partilhas, vamos em direção ao que é nosso.
O nosso lugar. O lugar dentro de nós,
Ai, sem mais qualquer coisa que acrescente, sem bens, sem valores dourados, sem necessidades. Encontramos a verdadeira felicidade: A de podermos viver quem somos, com a liberdade que conquistamos, com conhecimento e autêntica aceitação.


Com amor,
Judite <3

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A aceitação da metamorfose

Encontrei este artigo que me transmite de uma forma muito sucinta a essência de como os que nos rodeiam encaram as nossas metamorfoses:


A perspetiva 20 vs 40 é notória, mas a verdade é que no meio deste caminho (os 30), já se vizualiza uma percepção muito mais dos 40...
Quando ainda temos uma longa vida pela frente, pelo menos na génese cronologica do ADN comum.
Quando temos uma sociedade mais aberta aos sonhos e à concretização pessoal. Ainda falta muito caminho a percorrer. 

Não falamos só de bem estar pessoal.
Falamos de um bem estar comum. Do nosso e dos que nos rodeiam e são inspirados por nós.
Quando habitamos num nós que não é o que quermos e temos a audácia de perseguir a nossa melhor versão, nem sempre somos bem recebidos.

Mas a persistência no nosso amor próprio e na substituição do julgamento pela audição do coração, faz toda uma diferença.

E o caminho do coração, a sua música e a sua emoção, faz para mim todo o sentido.
Ser o caminho que nos move, que nos leva em diração da nossa felicidade.
Do nosso conceito de felicidade.

Ninguém mais do que nós próprios podemos definir o que significa felicidade no nosso dicionário interno. E seremos mais felizes se mantivermos fieis ao valor que lhe damos.



Com amor,
Judite <3