segunda-feira, 29 de maio de 2017

Ingenuidade ou amor incondicional?

Começo este texto por pôr de lado qualquer pretensão a salvas e elevações de qualquer coisa maior que eu própria, que o título pode levar a debates maiores.
Porque é verdadeira a indignação e mais pura intenção o debate sobre esta questão.

Faz minutos que na timeline do meu facebook vi uma frase, daquelas que se partilham e partilham, e neste caso de virgem em virgem se foi partilhando.
Uma frase que tenta resumir uma característica que a aastrologia me confere e na qual tão me revejo e me suscita a concordância de algo que tanto defendo.
Assim, na verdade este texto pretende apenas falar de confiar. Ou do que ronda o sentido da palavra confiança.

Tal era a inscrição, qual RX do vrginiano: o que quando confia nenhuma prova é necessária, mas quando desconfia, nenhuma prova é suficiente. E ali, lida, sem dó nem piedade de mim, ri comigo mesma e relembrei alguns momentos de questionamento. De outros para mim.

Muitas vezes fui aclamada de ingénua e questionada pela minha bondade, por confiar ou dar sem questionar.

Apenas por sentir que assim era certo.

Das coisas mais simples, a outras que para muitos tem muito significado. A verdade é que assim me faz sentido viver.
Pela intuição de saber quando ou não confiar. E raras vezes ela falha onde deve olhar e pedir razão.

A mim choca-me exatamente o contrário. O desgrenhar de uma verdade que não existe. O correr atrás de ações não cometidas. O não estender a mão a quem olhamos nos olhos e vemos a verdadeira necessidade da nossa intervenção. Seja ela um simples abraço ou algo mais que possamos contribuir.

Viver na desconfiança contínua não é para mim viver em humanidade:
Viver com medo de que alguém nos possa passar à frente,
De  que alguém replique e que ganhe mais sobre o nosso trabalho,
De dar algo a alguém, o meu tempo, um jantar, o meu conhecimento, sem retorno...
Viver sem humanidade nem se aproxima do significado que atribuo a viver.

É ingenuidade querer um mundo mais humano? 
Num mundo de que vive apenas com a extração da bondade dos outros, sim, pode parecer que não nos leva a lado nenhum.
Mas não é nesse mundo que eu me vejo viver!

E os receios devanecem-se nos olhares. 
Afinal, não são os olhos o espelho dos corações?



Com amor,
Judite <3

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