quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Celebra as (pequenas) conquistas da vida!

Há uma viagem que fazemos numa vida. 
A vida! 

Num percurso que pode ser avassalador pela sua rapidez ou pelo impacto que tem em nós, pelos encontros e desencontros ou pela ilusão que o tempo doí, ou desilusão que o tempo cura, pelo amor ou amores, pelas tristezas e alegrias.

Ora se esta vida é um vai e vem de dualidades, de vais ou ficas, de ganhas ou perdes, do tens ou não tens, do és ou não és. É também um infinito de alternativas.
Nesta dança em que os pares se competem. Podemos, todos nós, dançar também na escolha entre o ser espectador ou dançarino.

E o que escolhes tu? Qual a dança que mais te encanta?

Eu cá gosto da minha vida dançada num ritmo em que o corpo, a mente e o espírito se apaixonam pela música que dançam. 
E nesta dança, com batida de festa, entrego-me à celebração.

Podia dançar outra música, outro ritmo? 
Podia... mas dançar ao som da gratidão, da emoção de estar viva, da adrenalina de poder criar e recriar... esta dança encanta-me, porque é com ela que celebro a oportunidade de estar aqui.

De acordar para um novo dia,
De respirar fundo e sorrir,
Ou de emocionar e sentir a face salgada,
De ter novas oportunidades para fazer algo novo todos os dias,
De aprender coisas que até então ainda não sabia,
De contribuir partilhando o que sei com outro alguém,
De surpreender com a complexidade e com a simplicidade da vida,
De apaixonar e esmorecer a paixão por alguém,
De amar por amar,
De ter alegria por ter alegria,
De receber em troca o amor e alegria de outros,
Ou de não receber e perdoar,
De ser reconhecida pelo trabalho que faço,
Ou de não ser e ter de trabalhar mais e mais em busca das minhas conquistas,
De saber e de não saber algo,
De ter a casa cheia,
De ouvir o burburinho constante da rua,
Ou estar em só e ouvir o silêncio.
De poder celebrar todos os dias, apenas porque quero,
E porque quero posso!

Celebrar tudo o que nos rodeia é tomar consciência do que é tudo. 
É tomar consciência da vida, de nós próprios. 
É tomar consciência de quem somos e da dimensão do que podemos ser.
É saber quem deixámos de ser e quem ainda somos.

Celebrar tudo o que nos acontece é tomar consciência de quanto vale realmente a vida. 
Será o que vivemos com ela? Será o que compramos com ela?

Enquanto seres sociais passamos muito tempo a comprar vida. Comprar felicidade. Comprar celebração. Mas esta compra da vida "de viveiro" custa-nos o stress, a depressão, a ansiedade, a frustração. 
E dá-nos mais troco de tudo isto.

E os quintais em que podemos semear uma vida com pequenas vitórias foram esquecidos no tempo. Abandonados e sem cultivo.
Presos na nossa incerteza, nos nossos medos, nas nossas inseguranças, na prisão que criamos em nós próprios, quando deixamos de valorizar os pequenos detalhes que são verdadeiros milagres da vida.

O que vale teres a mesa farta para um banquete, se não tens com quem a partilhar?
O que vale teres educação, se não te permites partilhar?
O que vale poderes amar, se não permites agir com o coração?
O que vale teres paixão, se não tens coragem?
O que vale saberes dizer palavras bonitas, se as escondes ou nas usas?
O que vale teres todo o dinheiro no banco, se não tens tempo para o transformar?
O que vale poderes comprar, se não podes usar?

Tudo na vida pode valer o que vale. Ou nada valer.
E não, não tenha nada contra o dinheiro, venha ele. 
Nada contra a sociedade, sou encantada pela sua complexidade. 
Nada contra quem escolhe viver num conceito diferente do meu, viva a diversidade!

Mas porque esperar pelas coisas grandes, pelas contas cheias, pelas sociedades prósperas, pelos retratos das férias ou da família perfeitas, quando podemos celebrar todos os pequenos detalhes da vida?
Porquê fabricar conquistas, formatadas e parametrizadas. Quando podemos ver florir, ao seu ritmo, todos os dias e em cada dia, a felicidade única, inigualável, no "nosso quintal"?


Com amor,
Judite <3







quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Quando ensinar é aprender!


Encontrei na web alguns vídeos da Viviane Mozé sobre a educação e... ai... como eu subscrevo isto!


Tenho orgulho em ser "a professora que chega até aos analfabetos" como referencia o vídeo.

Mas para mim não existem analfabetos, apenas pessoas que sabem outras coisas diferentes das que eu sei.
Que vem um mundo com olhos diferentes dos meus.
Que querem coisas diferentes da que eu quero.
Pessoas que são tão importantes como qualquer um de nós, porque o somos.

O que mais gosto numa sala de formação é poder sentar-me ao lado dos meus formandos e conversar com eles, independente do que eles saibam e tenham para partilhar.

Muitas vezes dou a formação sentada, em círculo, exactamente para que exista essa partilha, e aprendo tantas coisas como as que ensino. Ai... e é tão bom!

E quando aprendemos com as pessoas, quando nos permitimos de nos deixar de embelezamentos, floreados e sabicidades, a nossa mensagem chega. Porque cada um se reconhece no reflexo da sua imagem no espelho e é tão fácil aprender e ser feliz quando nos sentimos "em casa". Na casa da nossa essência e do nosso coração!

E quando ouvimos as pessoas ouvimos mais sobre nós, ensinamos mais do que ambos precisamos aprender!

Ai... e que boas ligações se criam!

Na verdade as pessoas que me falam em código e códigozetos dão-me um nervoso miudinho.
Para quê complicar se podemos chegar e dizer tudo o que nos vai na alma e coração, em boa harmonia humana.

Incomoda-me os que se dizem "ensinadores", mas que para explicar como se abre uma janela para que uma casa tenha mais luz, falam de todos os pormenores técnicos do desenho à concepção da janela, mas aquilo que me interessa: abrir a janela, pouco ensinam, pouco dizem, às vezes com muitas palavras bonitas e nada de informação.
E esta janela que é só uma metáfora (uma história para explicar) retrata os muitos ensinadores desta vida.
Se são bons profissionais? Podem ser excelentes!
Se eu me identifico com eles?
Não chego a ter pretensão de estar 3 minutos a ouvir! O meu nervoso não me permite!
Apetece chegar lá dar uma palmada nas costas e dizer: "Desembucha home*!"

Eu sou assim... como se diz por aí: um pouco apressada? Pode-se dizer que sou irrequieta, porque respiro e aspiro pela vida. Por dar, por ensinar, mas acima de tudo por aprender o que de melhor encontro nela.

É esta uma das minhas verdades.
Mas também vivo outras verdades!

Eu vivo numa verdade que todos ganhamos com os textos escritos para se lerem e reverem.
Eu vivo numa verdade em que o que sei tem porta aberta para ir e voltar,
Eu vivo numa verdade de partilhar e ensinar o que sei, sem restrições, requisitos e hierarquias.
Faço-o de coração, e é no coração que sinto o retorno e o agradecimento de ter o privilégio de me sentar ao lado de todos os meus formandos e aprender com eles.

Gratidão!
Com amor,
Judite <3

Notas deste texto:
1. *home é uma maneira rápida e simples que se usa lá na minha terra para denominar o individuo à nossa frente, podíamos dizer que é nada mais que uma brejeirice, mas cada um que avalie à sua medida!
2. Oh senhores que fornecem salas de formação, tornem as salas mais cozy: filas de mesas e salas em U não dão jeito para estas rodas!

Vê mais video aqui:












terça-feira, 17 de outubro de 2017

O Poder da Alegria

Quem segue o meu trabalho sabe que falo muito em Poder da Alegria (nome que até baptiza um curso e algumas palestras) e em empoderamento através da alegria.

Mas porque é a alegria tão poderosa? Podem alguns questionar. 
Será marketing, num momento social em que se procura o empoderamento? 
Será porque "poder" é uma palavra forte, de domínio sobre a situação? 
Ou... ?

Bem, na verdade poderia ser tudo isto.
Mas o que de verdadeiro poder tem a alegria, é a vibração que emitimos quando a sentimos em plena entrega, quando a conseguimos viver de forma incondicional, sem os comuns sociais ignitores que a façam explodir do nada e na extinção da falta de manutenção da chama.


É aqui que entra a investigação e da prática do Desenvolvimento Pessoal e da Psicologia Positiva, mas melhor ainda, é aqui que se encontra a validação prática que move tantos milhares de pessoas todos os anos, em todo mundo, no Yoga do Riso

Muitas pessoas quando me ouvem dizer que sou Líder de Yoga do Riso e Risoterapeuta ficam na mistura da curiosidade e do afastamento da possibilidade do ridículo que é juntar um grupo de pessoas a rir, a brincar, dançar e voltar a ser criança, só porque sim.
Devolvem-me muitas vezes a expressão "eu já me rio muito, não preciso disso!".  

Eu aceito com um sorriso sincero na face. Com o mesmo sorriso que abro a porta do meu espaço para que as pessoas o possam vir praticar comigo. 
Cada um de nós tem o seu momento.

Mas será mesmo que o "...não preciso disso!" é tão real assim?

O que te faz rir?

Esta é a verdadeira questão! 
O motivo do riso pode não ser a alegria incondicional. E se assim o é, tenho a devolver, neste momento e nestas linhas: "é verdade! ris, produzes hormonas fantásticas para o teu organismo, desbloqueias o teu sistema físico e energético, mas não alimentas de forma positiva o teu espírito!"

Sabes quando ouves numa música alguém a cantar que atinge aquela nota que te deixa muito agradado enquanto ficas de "pelo em pé", arrepiado? Algo que parece de outra existência, de outro mundo de tão divinal?
Isso acontece porque a tua energia foi tocada, foi vibrada por aquele som. Uma vibração mais alta que a tua.

Mas tu não provocaste esse arrepio.
Ele veio de dentro.
Sentiste-o sem motivo.
Apenas sentiste enquanto ouvias descontraidamente uma música e foste surpreendido por aquele momento.

E aí entra a verdadeira essência desta prática: conexão corpo, mente, espírito sob uma energia de vibração alta. 
O riso que vem da alma e do coração. 
O riso que vem porque faz parte de mim. 
O riso que está lá, porque sim.

A alegria é poderosa porque podemos viver na forma dela, em busca da paz, no mundo, mas principalmente em nós. 
A alegria é poderosa porque a sua vibração tem uma energia de vibração muito alta.

E a alegria vai sendo mais ou menos esquecida e valorizada nos nossos quotidianos. 
E acumulam-se séculos de omissão desta emoção de uma estruturação tão básica que está presente em nós de forma honesta e descondicionada nos primeiros anos de vida, e quando assim acontece, nos últimos também.
O que vai faltando à maior parte de nós é vivê-la em cada dia com esse mesmo descondicionamento. 

E é esta a proposta que nos traz o Yoga do Riso, viver na vibração da Alegria, com a missão da Paz Mundial!

Estas são as minhas palavras, mas nem todas estas palavras são minhas na explicação. 
O senhor David Hawkins que dedicou a sua vida a mapear e a trazer ao mundo informação sobre as transformações causadas pela consciência do espírito, "emprestou" algumas.
(Existe muito a dizer sobre esta obra, mas que ficará para cada um explorar se lhe interessar o tema.)

E no seguimento deste trabalho resultaram extensões do estudo e imagens que explicam mil palavras. E eu deixo-vos com duas destas representações síntese!





Com amor,
Judite <3










quinta-feira, 13 de julho de 2017

O (des)apego em amor

Nem tudo o que é bom num tempo, o é para sempre.

Lido muitas vezes, na minha vida pessoal e profissional com a questão do desapego, ou muitas vezes no manter-se no apego.

Encontro muitas pessoas que se sentem infelizes com a vida que tem, com o emprego, com as relações e até o local onde moram, mas não deixam nada de tudo o que lhes faz menos felizes, para buscar a felicidade, apenas pelo medo da perda!

Também eu já vivi situações destas.
Já me mantive em lugares e em relações por muito mais tempo do que me poderia permitir. Sofrendo e deixando para "amanhã" ou "quando isto acontecer, então..", "vou só esperar que...", e adiando, adiando até que o automático teve de gerir tudo.
E é verdade que não atingindo ainda qualquer questão divina de me superar da humanidade, em alguns campos da minha vida ainda me ligo algumas coisas pelo abismático desconhecido.
O que tenho hoje melhor que ontem, é uma consciência deste processo, que me permite libertar muito mais cedo, e sem culpa, ou credo de uma responsabilidade que não é minha.

A verdade é que quando largamos a mão de algo que já não é para nós, e só aí, é que encontramos o que está à nossa espera. E não necessariamente uma troca de igual. A maior parte das vezes o que nos espera é o que sonhamos timidamente em segredo e a libertação do que nos prendia antes, leva-nos à abertura de novas e maiores perspetivas.

O ser humano, estimulado por acontecimentos e interações diferentes todos os dias, todos os dias muda. Como poderem querer estar satisfeitos e completos com o mesmo que tínhamos anos antes, se hoje somos completamente diferentes?

É normal sentirmos que algo já não o é, para nós ou para a nossa felicidade. Mas este é o nosso maior obstáculo: não aceitamos a nossa evolução com normalidade!


Com amor,
Judite <3





segunda-feira, 29 de maio de 2017

Ingenuidade ou amor incondicional?

Começo este texto por pôr de lado qualquer pretensão a salvas e elevações de qualquer coisa maior que eu própria, que o título pode levar a debates maiores.
Porque é verdadeira a indignação e mais pura intenção o debate sobre esta questão.

Faz minutos que na timeline do meu facebook vi uma frase, daquelas que se partilham e partilham, e neste caso de virgem em virgem se foi partilhando.
Uma frase que tenta resumir uma característica que a aastrologia me confere e na qual tão me revejo e me suscita a concordância de algo que tanto defendo.
Assim, na verdade este texto pretende apenas falar de confiar. Ou do que ronda o sentido da palavra confiança.

Tal era a inscrição, qual RX do vrginiano: o que quando confia nenhuma prova é necessária, mas quando desconfia, nenhuma prova é suficiente. E ali, lida, sem dó nem piedade de mim, ri comigo mesma e relembrei alguns momentos de questionamento. De outros para mim.

Muitas vezes fui aclamada de ingénua e questionada pela minha bondade, por confiar ou dar sem questionar.

Apenas por sentir que assim era certo.

Das coisas mais simples, a outras que para muitos tem muito significado. A verdade é que assim me faz sentido viver.
Pela intuição de saber quando ou não confiar. E raras vezes ela falha onde deve olhar e pedir razão.

A mim choca-me exatamente o contrário. O desgrenhar de uma verdade que não existe. O correr atrás de ações não cometidas. O não estender a mão a quem olhamos nos olhos e vemos a verdadeira necessidade da nossa intervenção. Seja ela um simples abraço ou algo mais que possamos contribuir.

Viver na desconfiança contínua não é para mim viver em humanidade:
Viver com medo de que alguém nos possa passar à frente,
De  que alguém replique e que ganhe mais sobre o nosso trabalho,
De dar algo a alguém, o meu tempo, um jantar, o meu conhecimento, sem retorno...
Viver sem humanidade nem se aproxima do significado que atribuo a viver.

É ingenuidade querer um mundo mais humano? 
Num mundo de que vive apenas com a extração da bondade dos outros, sim, pode parecer que não nos leva a lado nenhum.
Mas não é nesse mundo que eu me vejo viver!

E os receios devanecem-se nos olhares. 
Afinal, não são os olhos o espelho dos corações?



Com amor,
Judite <3

domingo, 7 de maio de 2017

A partilha que dá e recebe

Esta semana aventurei-me a cumprir mais um item da minha lista de coisas a fazer pelo menos uma vez na vida. Uma coisa muito simples, mas que muitos se questionam no receio dos resultados e que tantos precisam para poder cumprir os seus objetivos.

Esta ideia surgiu à alguns anos, quando fiz as minhas primeiras certificações do desenvolvimento pessoal e percebi que muitas áreas, além desta, carecem de "testers", "modelos", "paciente 0" ou "vítimas" de treino, como lhe quiserem chamar.

E desde então que tinha minha lista ser barro para moldar pelas mãos de quem precisa de treinar. E não falta na minha rede pessoal quem precise de partilhar neste sentido, mas quando estamos na posse de algum conhecimento, é-nos difícil sermos facilitados com total honestidade o processo ao outro lado.

Porém, existem áreas das quais eu sou apenas cliente e de que não domínio seja o que for da sua técnica. Uma delas é o hair styling, cabeleireiro, ou os nomes que constem na vossa preferência, para nomear aquela pessoa que habitualmente cuida de uma das coisas que mais desfilamos em modas de cores e cortes que nos realçam a personalidade.

Após anos com a tarefa pendente na lista, e já desistente porque não sabia onde me dirigir e o senho Google não estava a colaborar, um passeio de uma noite quente de verão trouxe até mim o desejo de observar uma montra, daquelas que estão onde tantas vezes passamos, e olhar para o cartaz afixado.

A verdade é que este item já estava em estado de "esquecido" e passou a ser ativado para fazer acontecer.

E assim foi!

Em menos de uma semana regressei à rua de São Paulo no Cais Sodré, subi ao primeiro piso do n 101 e esperei pelo meu momento.

Quero agradecer especialmente à formanda Patricia e à formadora Paula, assim como a toda a turma fantástica e ávida de aprendizagem no IEDCB,

Vim de lá com o meu cabelinho renovado, mas muito mais do que isso. Cheia de alegria e coração em partilha!

Que os sonhos se concretizem para "estes meninos e meninas de batas brancas" e olhos curiosos!

Que ponham muitas pessoas ainda mais bonitas e com muitos sorrisos nas faces!



Com amor,

Judite <3

domingo, 30 de abril de 2017

O sonho de fadar sonhos!

Vivemos muitas vezes com coisas que sabemos precisar de despreender, que em todos os sinais, dos mais abstratos aos mais objectivos e sentidos no corpo e na mente, nos apontam caminhos. Mas que teimamos tantas vezes em não permitir o seu tempo de antena, em atenção plena.

Seguimos muitas vezes rotas em direção a estradas que conhecemos não ter fim, e que cuja inversão de marcha pode ser uma manobra de sorte, que na ausência deixará o rasto do caos.

Lutamos muitas batalhas que sabemos perdidas. Mas que nos vestimos a rigor no nosso fato de cavaleiro ou amazona, frente ao inimigo que em nós encontramos.

Vivemos muitas vezes com o que não queremos. 
Porque é mais fácil manter do que abandonar,
Porque achamos que poderá haver um se, um outro lado que ainda não foi desvendado,
Porque existe uma meia metade que nos faz sorrir e esquecer a metade da dor.

Vivemos muitas vezes com a aceitação de uma parte,
Porque tememos que o universo não nos premeie com o todo,
Ou até porque nos desdignificamos da pretensão de tudo o que merecemos.
Porque achamos que esse todo e esse tudo pode estar tão longe que poderemos não alcançar,
Porque a parte é melhor que o nada.

Mas se pensamos no tudo e no todo, porque querer menos que o mais que podemos ter?
Porque fechar portas à aventura da descoberta dos caminhos onde nos poderemos ter de perder?
Porque querer encontrar a nossa imagem no reflexo dos rios e mares?
Porque não aceitar a surpresa do quando?

Olho muitas vezes em redor, e vejo na conformidade de quem me rodeia a aceitação de menos do que querem. Porque é mais fácil viver na infelicidade da metade, do que na incerteza do nada que pode ser todo.
Observo os olhares tristes de quem desistiu de sonhar, de sorrir, de afirmar a sua unicidade, e algo em mim se agita. Anseio em permanência agir, abrir a mão em auxilio, em ajudar no grito de liberdade, de direito no ser e no ter.

Houve um dia em que rompi com o que se esperava de mim. Com o que adiei. Com o que me libertei em dor mas muito mais em alegria. E esse dia, fez com que uma descoberta ainda maior se tenha dado. Um caminho que escolho todos os dias. E se no ego quero  todo para mim, no coração quero ver felicidade em meio redor.

Este caminho, de trabalhar com a essência humana, nos seus contextos e realidades, às vezes também em dor e ansiedade, traz em si uma felicidade à qual agradeço a todos os que se sentam ao meu lado para partilhar um pouco de si, e levar um pouco de mim.

Hoje não me vejo noutro papel que não o de facilitar o caminho da mente ao coração. Do corpo que sorri. Dos sonhos que se almejam.

E nada mais que fechar Abril com uma palavra: Gratidão!



Com amor,
Judite